Benfica 168-89 FC Porto: regresso ao passado III

7 abr, 10:00
Benfica x FC Porto (Foto: Catarina Morais)

Esta sexta-feira há clássico. Até lá recordamos clássicos de outro tempo. Neste caso: os clássicos com mais golos

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1. Pedroto, Toni, Vítor Baptista, Preud’homme, Poborsky, Júlio, Ademir, Brian Deane, enfim: Benfica-FC Porto, regresso ao passado I
2. Timofte aos 89, aquele dia em nome de Eusébio, o 1-2 às escuras, o 11 de Bento a Nené: Benfica-FC Porto, regresso ao passado II

Nos 88 jogos Benfica-FC Porto jogados na Luz para a liga foram marcados 257 golos (168 do Benfica e 89 do FC Porto), sendo que um dos resultados mais comuns é o 3-2. Em contraste, apenas nove jogos acabaram sem golos.

Com efeito, e mesmo que se note uma diminuição do número de golos marcados na atualidade quando comparado com o início da rivalidade, apenas dois jogos terminaram sem golos este século.

1942/43: 14 golos num jogo

A tática não era o que é hoje. Tão pouco era o nível de profissionalismo. O campo parecia maior e havia muito mais anarquia dentro de campo. Só isso explica que resultados como 6-3, 7-2 ou 12(!)-2 fossem possíveis.

Na época de 1942/43 foi isso mesmo que aconteceu. O Benfica marcou 12, o FC Porto apenas 2, naquela que ainda é a maior goleada da história do clássico. Julinho marcou quatro dos golos do Benfica, numa partida que teve 22 portugueses em campo, algo praticamente impossível nos dias de hoje.

De resto, entre 1942 e 1945 surgiram as três maiores goleadas do clássico na Luz. Depois do 12-2 houve um 6-3 e um 7-2. A importância destes três anos para a história das balizas é tal que 12,5% dos golos do clássico na Luz marcaram-se neste período.

Quanto ficou? 3-2 ou 2-3

Desde 1945/46, no tal 7-2, que nunca mais se viu nada assim. Com efeito, desde então que o resultado com mais golos foi sempre um 3-2. Um não: vários e para os dois lados.

Foi assim em 1958. Nas balizas estavam duas figuras históricas dos clubes: Costa Pereira pelo Benfica e Acúrsio pelo FC Porto. Mas em ambas as frentes havia poder de fogo: José Águas fez dois dos muitos golos com a camisola dos encarnados, enquanto Hernâni cimentava uma história goleadora nas Antas. Como nota de curiosidade, no meio-campo dos dragões alinhava um tal de Pedroto. Esse mesmo, José Maria Pedroto, figura icónica do clube.

Falando em ícones. E Eusébio? Foi ele a figura do 3-2 seguinte, em 1968. Ao seu lado estavam outros nomes sonantes, ainda na ressaca de um Benfica europeu e de um Portugal que tinha brilhado dois anos antes no campeonato do mundo de Inglaterra. Falamos de António Simões, José Augusto, José Torres… e de tantos outros. Nova coincidência do lado do FC Porto, e de novo Pedroto. Já não como jogador mas a iniciar uma brilhante carreira de treinador, Pedroto sentou-se no banco da Luz naquele dia. No campo, vestido de azul e branco, andava um tal de Pavão, aquele mesmo que se passeava com toda a classe nos relvados e que viria a sofrer um fim trágico com uma morte em campo anos mais tarde.

Equipa do Benfica em 1967/68. Em baixo: Santana, Jaime Graça, Simões, José Augusto, Eusébio, Iaúca, Coluna, Nelson, Cruz.
Em cima: Nascimento, Humberto, Cavém, Jacinto, Melo, Raul, Torres, Calado, José Henrique

 

 

 

Pela história dos 3-2 ou 2-3 até ao final do século passado passaram tantos outros nomes: Toni, Rui Jordão, Jaime Graça, Shéu ou Humberto Coelho do lado do Benfica; Rodolfo, António Oliveira, Cubillas, Alhinho ou Celso do lado do FC Porto.

Este novo século viu apenas um 3-2 no Estádio da Luz, mas foi um resultado decisivo para o desfecho do campeonato. O FC Porto chegava à Luz na 21.ª jornada em igualdade pontual com o Benfica. Um jogo fechado e com vários erros de parte a parte.

Maicon subiu à área adversária para, aos 87 minutos, assinalar o golo da vitória. Valeu mais do que três pontos, valeu o descolar para o bicampeonato. E nesse jogo aconteceu este golo:

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