Lucro do BCP dispara mais de 500% para 423 milhões no primeiro semestre

ECO - Parceiro CNN Portugal , Alberto Teixeira
27 jul 2023, 17:14
Miguel Maya, presidente do BCP (José Sena Goulão/Lusa)

Banco liderado por Miguel Maya registou uma subida de 580% dos lucros para 423,2 milhões de euros no primeiro semestre

O BCP registou lucros de 423,2 milhões de euros no primeiro semestre do ano, uma subida de 580% em relação ao mesmo período do ano passado.

A subida dos juros ajudou no negócio do banco liderado por Miguel Maya, apesar de a atividade na Polónia continuar a condicionar as contas, devido ao caso dos créditos em francos suíços.

“O ano está a correr muito bem”, referiu o CEO na apresentação dos resultados semestrais, que “são muito mais condicentes com o que é o banco e o trabalho de preparação para o futuro”, salientou.

A margem financeira — diferença entre os juros pagos nos depósitos e os juros cobrados nos depósitos — somou quase 40% para 1.374,4 milhões de euros, à boleia da subida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE).

O banco adianta que ainda sofre com os efeitos relacionados com o Bank Millennium na Polónia: no primeiro semestre registou encargos de 399,1 milhões associados à carteira de créditos hipotecários em francos suíços, dos quais provisões de 331,6 milhões de provisionamento decorrentes da decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Por outro lado, ainda em relação ao negócio polaco, teve uma receita extra de 127 milhões com a venda da participação (80%) da Millennium Financial Services.

Grande parte do resultado líquido veio assim da atividade em Portugal, que teve um lucro de 353,7 milhões de euros. Já a Polónia lucrou 77 milhões e a operação em Moçambique 48,5 milhões.

Depósitos e crédito em queda em Portugal

Apesar do crescimento dos resultados, o banco tem menos negócio. Em Portugal, os recursos de clientes (sobretudo depósitos) caíram 1,38% para 66,04 mil milhões de euros no final de junho. Maya destacou não só o impacto da fuga de poupanças para os Certificados de Aforro, mas também das amortizações antecipadas com recurso aos depósitos.

Em termos internacionais, os recursos de clientes dispararam 9,58% para 26,4 mil milhões, compensando, a nível do grupo, as saídas no mercado doméstico.

Em relação ao crédito, a carteira de empréstimos contraiu 1,7 % em Portugal para 39,9 mil milhões e 0,3% nas operações internacionais para 18 mil milhões.

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