Estudante iraniana Armita Garawand morre após quase um mês em coma

Agência Lusa
28 out 2023, 08:34
Programa nuclear do Irão (fonte Getty)

Com 16 anos e natural da região curda, a adolescente estava internada no hospital Fajr, em Teerão, desde 01 de outubro, após desmaiar no metropolitano da capital iraniana e ter entrado em coma em circunstâncias que ainda estão por esclarecer

A estudante iraniana Armita Garawand, que entrou em coma em circunstâncias controversas no início de outubro no metropolitano de Teerão, morreu este sábado, anunciaram os órgãos de comunicação social do país.

“Armita Garawand, uma estudante de Teerão, morreu há uma hora após tratamento médico intensivo e 28 dias de internamento na unidade de cuidados especiais”, anunciou a agência Borna, ligada ao Ministério da Juventude e Desportos iraniano.

Com 16 anos e natural da região curda, a adolescente estava internada no hospital Fajr, em Teerão, desde 01 de outubro, após desmaiar no metropolitano da capital iraniana.

As circunstâncias desta morte são controversas. As autoridades alegaram que a adolescente foi vítima de um “colapso” e negaram qualquer “altercação verbal ou física” entre a adolescente e passageiros ou elementos ligados ao metro.

No sábado, a agência iraniana Tasnim citou a “opinião oficial dos médicos” segundo a qual a menina tinha “sofrido uma queda que provocou lesões cerebrais, seguidas de convulsões contínuas, diminuição da oxigenação cerebral e um edema cerebral, após uma queda repentina da pressão arterial.

Segundo as organizações não governamentais, a estudante do ensino secundário ficou gravemente ferida durante um ataque por parte de membros da polícia moral, responsável por fazer cumprir a obrigação das mulheres iranianas de usarem o véu islâmico em público.

Este caso surgiu pouco mais de um ano após a morte, em 16 de setembro de 2022, de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos que foi detida pela polícia moral por alegadamente violar as rígidas regras de indumentária impostas às mulheres no Irão.

Esta morte desencadeou um vasto movimento de protesto no país que fez várias centenas de mortos, incluindo agentes da lei, e levou à detenção de milhares de pessoas.

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