França liberta homem saudita após confundi-lo com assassino de Jamal Khashoggi

8 dez 2021, 17:10
Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi

Suspeito tinha sido detido na terça-feira de manhã quando se preparava para embarcar num voo para Riade

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As autoridades francesas libertaram esta quarta-feira um homem saudita após tê-lo confundido com um dos suspeitos envolvidos na morte de Jamal Khashoggi.

O homem de 33 anos tinha sido detido na terça-feira de manhã, no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, quando se preparava para embarcar num voo para Riade, utilizando um passaporte verdadeiro, reportou a RTL.

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Os meios de comunicação franceses tinha avançado que se tratava de Khaled Aedh Al-Otaibi, um dos 17 homens sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos pelo alegado envolvimento na morte do jornalista. Contudo, a embaixada saudita pediu a “libertação imediata” do cidadão, afirmando que este “nada tinha a ver com o caso”. Já esta quarta-feira, França libertou o detido.

“Após vistorias rigorosas à identidade desta pessoa, foi determinado que o mandado de detenção não lhe era aplicado. No final da detenção judicial, foi libertado”, afirmou o procurador-geral do Tribunal de Apelos de Paris, citado pela CNN.

Jamal Khashoggi, um dos maiores críticos do regime saudita - e em particular do príncipe Mohammed bin Salman -, foi morto a 2 de outubro no consulado da Arábia Saudita em Istambul. A versão oficial das autoridades turcas afirma que o jornalista radicado nos Estados Unidos foi assassinado e o seu corpo desmembrado e destruído por uma equipa de cerca de 15 agentes sauditas.

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Nas semanas que se seguiram ao incidente, a Arábia Saudita negou oficialmente qualquer envolvimento no sucedido. Entretanto concedeu que a operação foi levada a cabo por agentes, mas “sem qualquer ordem superior”, que o queriam persuadir Khashoggi a voltar para o país.

Em dezembro de 2019, o Tribunal Criminal de Riade chegou mesmo a condenar à morte cinco elementos alegadamente responsáveis pelo assassínio, sentença posteriormente reduzida para 20 anos para cada um.

Contudo, as autoridades turcas afirmam que os agentes atuaram sob ordens diretas de altos funcionários do governo saudita, nomeadamente de Mohammed bin Salman. Na sua investigação ao caso, as Nações Unidas consideraram que havia “provas credíveis” para investigar o príncipe herdeiro.

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