Ventura acusa PS e PSD de pintarem o Chega como uma "ameaça" porque lhes interessa a "diabolização"

Agência Lusa , CE
31 mai, 01:18
André Ventura intervém durante a sessão plenária de encerramento da discussão na especialidade da Proposta que aprova o Orçamento do Estado para 2022 (Manuel de Almeida, Lusa)

André Ventura ressalvou que, em três anos, “nunca” houve por parte do partido no Parlamento uma “ideia de ameaça ao sistema”

O presidente do Chega, André Ventura, adiantou que o PS e PSD querem passar a ideia de que o partido é uma ameaça à sociedade portuguesa porque lhes interessa “diabolizá-lo”.

“Esta ameaça do Chega sobre o sistema político não existe, o Chega não é uma ameaça à democracia portuguesa, nem uma ameaça ao sistema político partidário português, mas outros partidos, sobretudo PS e PSD, querem fazer do Chega uma ameaça à sociedade portuguesa porque lhes interessa a diabolização permanente do Chega”, disse Ventura na segunda-feira à noite, no Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia.

Perante uma sala cheia, o líder do Chega ressalvou que, em três anos, “nunca” houve por parte do partido no Parlamento uma “ideia de ameaça ao sistema”.

“Houve foi debate, confronto, denúncia que o PSD não quis fazer e que o Chega aceitou substituir, confronto com o primeiro-ministro e linguagem mais agressiva, mas acho que os portugueses estavam a precisar de uma linguagem mais expressiva porque estavam fartos do politicamente correto”, afirmou.

André Ventura vincou que o sistema político e a direita mudaram, acrescentando que aqueles que acham que a direita vai voltar a ser o que era que se desenganem.

Além disso, sublinhou que a desagregação da direita tradicional está a acontecer por toda a Europa e, portanto, Portugal não é exceção.

Insistindo que a direita está a “reconfigurar-se” e que o sistema político está em “profundíssima regeneração”, Ventura vincou que o Chega não quer ser um partido de protesto, mas sim governo.

“Nós queremos ser governo para mudar, efetivamente, as condições de vida das pessoas e, para isso, temos de unir esforços”, frisou.

Dizendo que o Chega quer resolver problemas, o presidente do partido considerou que a preocupação não deve ser se vai ou não fazer coligações, mas sim ter um programa “credível e alternativo” para que quando chegarem as eleições as pessoas decidam se querem o Chega ou o PS a governar o país.

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