Ministra da Defesa alemã defende sanções mais duras contra a Rússia

Agência Lusa , RL
19 dez 2021, 13:04
Christine Lambrecht
Christine Lambrecht

Rússia enviou dezenas de milhares de soldados para perto de sua fronteira com a Ucrânia.

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A nova ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, apelou este domingo a sanções mais duras contra a Rússia, que enviou dezenas de milhares de soldados para perto de sua fronteira com a Ucrânia.

Christine Lambrecht fez o apelo momentos antes da sua viagem à Lituânia onde vai visitar unidades militares presentes neste país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO na sigla em inglês).

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Os responsáveis por qualquer agressão devem arcar com "consequências pessoais", disse Lambrecht ao semanário alemão Bild am Sonntag.

“Devemos esgotar todas as possibilidades de sanções diplomáticas e económicas”, continuou a social-democrata nomeada este mês ministro da Defesa da nova coligação no poder na Alemanha.

"Cada passo adicional deve ser dado de acordo com nossos aliados", frisou.

Lambrecht vai encontrar-se com seu homólogo Arvydas Anusauskas para discutir a situação de segurança, bem como as relações bilaterais, disse o Ministério da Defesa da Lituânia.

Cerca de 550 soldados alemães estão posicionados na base militar de Rukla, na Lituânia, e a Alemanha está a liderar as forças multinacionais no terreno.

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Unidades militares semelhantes foram enviadas a outros estados bálticos e à Polónia em 2017 para dissuadir os russos de uma possível agressão após a anexação da Crimeia por Moscovo, três anos antes, o que também ajudou os separatistas a capturar partes do leste da Ucrânia.

Depois de reunir cerca de 100.000 soldados perto da Ucrânia, a Rússia fez na semana passada propostas para conter o papel dos Estados Unidos e da NATO na ex-União Soviética e no Leste Europeu, pedindo negociações de emergência com Washington.

Moscovo exige que a Aliança Atlântica não dê as boas-vindas a novos membros e não estabeleça bases nas ex-repúblicas soviéticas. O Ocidente ameaçou a Rússia com pesadas sanções se os seus soldados entrassem na Ucrânia.

Na quinta-feira, a Nato e uma cúpula da União Europeia alertaram Moscovo contra "pesadas consequências" no caso de intervenção militar, após rejeitar a vontade da Rússia de vetar a possível adesão de Kiev à Aliança.

A cúpula europeia prorrogou por seis meses as sanções económicas impostas à Rússia após a anexação da Crimeia em 2014.

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Sobre as novas sanções previstas, nenhum detalhe foi comunicado.

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, estimou que a situação da segurança regional era "provavelmente (....) a mais perigosa em trinta anos".

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