Ryanair salienta que filas no aeroporto de Lisboa acontecem noutros países da UE

Agência Lusa , CV
14 jun, 12:49
Michael O'Leary, CEO da Ryanair

Michael O'Leary apontou que o projeto de construção do aeroporto do Montijo poderia ser uma solução porque permitiria ter mais infraestruturas para receber os passageiros

A Ryanair reconhece que há esperas prolongadas para os passageiros no aeroporto de Lisboa, mas salienta que o mesmo acontece noutros países da União Europeia (UE) devido à falta de pessoal, vendo o aeroporto do Montijo como uma solução.

“Há muitos problemas na experiência de viagem pela falta de trabalhadores”, mas “Lisboa não é diferente de muitos outros aeroportos na Europa, neste momento”, disse o presidente executivo do grupo Ryanair, Michael O'Leary, em entrevista à Agência Lusa em Bruxelas.

Em Bruxelas para reuniões com os sindicatos belgas e para discussões sobre as novas regras para o regime de comércio de licenças de emissão da União Europeia, Michael O'Leary afirmou à Lusa que também em países como Alemanha, Irlanda e Bélgica se estão a registar problemas como os do aeroporto de Lisboa porque “têm pouco pessoal no manuseamento e na segurança dos aeroportos”.

“Por isso, têm longas filas de segurança e é necessário aumentar o número de funcionários”, defendeu.

A estimativa do responsável é que “o número de funcionários melhore durante o próximo mês ou dois”, embora reconheça que “há muitos pontos de estrangulamento na segurança dos aeroportos e de manuseamento em muitos aeroportos por toda a Europa”.

Na entrevista à Lusa, Michael O'Leary apontou que o projeto de construção do aeroporto do Montijo poderia ser uma solução porque permitiria ter mais infraestruturas para receber os passageiros.

“Numa altura em que o aeroporto da Portela está cheio e não conseguimos obter quaisquer faixas horárias adicionais para aí crescer, o crescimento de Lisboa e a recuperação do turismo em Lisboa e em Portugal em geral está a ser travado pelo fracasso do Governo em avançar com o Montijo, que agora tem o apoio não só das companhias aéreas, mas também da ANA”, referiu o responsável.

E criticou: “No entanto, continuamos à espera que o Governo português tome a decisão de prosseguir com a sua ação”.

Na segunda-feira, em conferência de imprensa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) disse que as longas filas de espera no aeroporto de Lisboa refletem o aumento exponencial do turismo e uma infraestrutura desadequada para o número de passageiros.

Também em comunicado, o SEF justificou a razão da “demora acentuada” com um pico de passageiros, nomeadamente três mil de voos que são controlados por esta entidade.

Na nota divulgada nesse dia à imprensa, o SEF recordou que o Plano de Contingência para os aeroportos portugueses – também implementado em anos anteriores – iniciou-se em 02 de junho e estará a funcionar em pleno só a partir de 04 de julho, altura em que o reforço de 238 efetivos do SEF e da PSP ficará completo, totalizando 529 elementos.

Segundo o SEF, os três aeroportos mais reforçados ao longo deste período com recursos humanos são o de Lisboa (mais 102 elementos policiais, ou seja +73% do efetivo), Porto (mais 49 elementos, +122%) e Faro (com mais 45, representando +76%).

Já no domingo, a entidade que gere os aeroportos nacionais, a ANA Aeroportos, tinha alertado para os tempos de espera a que os passageiros estavam sujeitos, avisando que poderiam ultrapassar as três horas devido à “insuficiência de recursos e de postos de controlo de fronteira SEF em funcionamento”.

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