Tráfico de pessoas: Ministério Público trava no limite libertação de 16 presos 

26 mar, 19:42
Sala de audiências

O Ministério Público conseguiu em tempo recorde manter as medidas de coação e obter um despacho de pronúncia, por parte do juiz de instrução, no limite do prazo para a manutenção das prisões preventivas e domiciliárias no maior processo de tráfico de seres humanos em Portugal. A instrução do processo arrancou na sexta-feira, no Tribunal de Beja, interrompeu no fim de semana, e o despacho do juiz quatro dias depois permite manter presos 16 dos suspeitos acusados.

A procuradora Felismina Carvalho Franco, do DIAP de Lisboa, acusou em novembro passado 51 arguidos, 41 pessoas e 10 empresas, por associação criminosa, tráfico de seres humanos e branqueamento de capitais, no âmbito de uma mega investigação da PJ relacionada com a exploração de trabalhadores agrícolas no Alentejo.

No entanto, a PSP atrasou-se a notificar os arguidos da acusação, pondo em risco os prazos do processo, mas a mesma magistrada do Ministério Público ajudou a assumir a instrução do processo junto do tribunal de Beja e, apesar de todos os atrasos promovidos pelos advogados de defesa, conseguiu no limite do prazo um despacho favorável para a acusação.

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