‘Tony da Penha’ condenado a sete anos de prisão no caso da morte de Fernando Ferreira

Agência Lusa , AM
13 jan, 13:00
Tribunal

Vítima, conhecida pela alcunha de 'Conde', morreu no rio Ave, nas Caldas das Taipas

O Tribunal de Guimarães condenou esta sexta-feira a sete anos de prisão António Silva, conhecido como ‘Tony da Penha’, por exposição ou abandono, no processo em que respondia pela morte de Fernando Ferreira, com a alcunha de ‘Conde’.

O coletivo de juízes deu como provado que o arguido atraiu a vítima – que acabou por morrer no rio Ave - para uma emboscada, junto ao rio Ave, nas Caldas das Taipas, com o objetivo de o fazer confessar o alegado roubo de cerca de 145 mil euros que o arguido tinha num cofre na sua residência.

“Cometeu o crime de exposição ou abandono. Ao atrair o senhor Fernando Ferreira para uma emboscada, a forma de atuar é traiçoeira, perigosa e insidiosa. Marcar um encontro, aparecer com um capanga, dar-lhe uns sopapos, uns açoites, com o intuito de o fazer confessar. Uma emboscada à noite. Agiu com frieza, ao deixar o senhor ali abandonado no rio, indiferente à vida de uma pessoa”, justificou a presidente do coletivo de juízes.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), a que a Lusa teve acesso, António Silva, de 71 anos, conhecido como ‘Tony da Penha’ e que explorou a discoteca Penha Club, em Guimarães, no distrito de Braga, “decidiu matar” Fernando Ferreira (‘Conde’) em janeiro de 2020, por suspeitar que o eletricista lhe roubara cerca de 100 mil euros que tinha num cofre na sua residência.

Segundo a acusação do MP, António Silva guardava num cofre na sua residência, em Vila Nova de Sande, concelho de Guimarães, “cerca de 100 mil euros”, que foram levados durante um assalto, na noite de 10 de dezembro de 2019.

‘Tony da Penha’ desconfiava da empregada doméstica e de ‘Conde’, que o principal arguido conhecia “há muitos anos” por prestar “serviços de manutenção e também como eletricista”, quer na discoteca Penha Club, quer na sua residência. Face ao “insucesso das suas abordagens” perante os dois elementos e “como não conseguia reaver o dinheiro, decidiu que iria pôr termo à vida de Fernando Ferreira”, lê-se na acusação.

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