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Nadal com dores e Roland Garros em risco: «Sem medicamentos, seria coxo»

13 mai 2022, 10:34
Rafael Nadal (AP Photo/Alessandra Tarantino)
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Espanhol foi eliminado em Roma e terminou a partida em esforço devido à lesão crónica no pé

Foi em esforço, mas sobretudo muitas dores que Rafael Nadal terminou a participação no ATP 1000 de Roma, esta quinta-feira. O espanhol saiu derrotado nos oitavos de final pelo canadiano Denis Shapovalov (1-6, 7-5 e 6-2) e no último set já eram visíveis as dificuldades em pousar o pé no chão, devido à lesão crónica no pé esquerdo, conhecida como Síndrome de Müller-Weiss.

O número quatro do ranking ATP até venceu de forma clara no primeiro set, por 6-1, mas as dores impediram que mantivesse o ritmo inicial.

Após a partida e num testemunho impressionante, o tenista espanhol assumiu que só os medicamentos têm possibilitado que se mantenha ao mais alto nível no ténis.

«É difícil entender o meu dia a dia, não me pretendo fazer de vítima. Tenho o que tenho, amanhã vou acordar morto porque não vou tomar nada, vivo com montes de anti-inflamatórios porque senão não posso treinar», afirmou em conferência de imprensa.

«Se eu não tomar nenhum anti-inflamatório, sou um coxo. Vou continuar assim até aguentar e a minha cabeça dizer 'basta'», acrescentou.

Nadal vincou que não está lesionado, mas é «um jogador que vive com uma lesão» e atravessa várias dificuldades no dia a dia. «Eu tento, mas é difícil. Muitos dias não consigo treinar bem. Hoje, a meio do segundo set, isto apareceu. Tens que te movimentar bem para competir ao mais alto nível e eu não consigo isso. Só tenho de lutar. Estou triste, é um torneio de que eu gosto muito.»

Apesar das dores que o têm prejudicado nos anos recentes, o tenista garante que não pensa em deixar de jogar.

«Chegará um dia em que a minha cabeça me diz 'basta'. Eu jogo para ser feliz, mas é claro que a dor te tira felicidade, e não só para jogar, mas para viver. O meu problema é que vivo com muita dor. Eu gosto do que faço, mas dá-me muitos dias de infelicidade», admitiu.

Roland Garros inicia daqui a nove dias e a presença de Nadal, rei da terra batida, é ainda uma incerteza.

«Vamos olhar em frente, a minha cabeça ainda está pronta para enfrentar o desafio. Ainda acredito que terei hipóteses na próxima semana. Só tenho de conseguir que os meus pés me permitam jogar. Tenho confiança, vi coisas positivas», concluiu.

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