Ténis: juiz ordena libertação de Djokovic que pode jogar Open da Austrália

10 jan, 08:13
Novak Djokovic (AP Photo/John Minchillo)

Juiz decretou libertação imediata do tenista sérvio retido desde quinta-feira

Um tribunal australiano ordenou a libertação do tenista Novak Djokovic, retido desde quinta-feira num centro de detenção em Melbourne após o seu visto ter sido revogado por não estar vacinado contra a covid-19.

O juiz Anthony Kelly ordenou ao Governo australiano a libertação do tenista, a devolução do passaporte e bens pessoais do sérvio, bem como o pagamento das despesas legais do Djokovic, que poderá assim disputar o Open da Austrália.

No entanto, de acordo com informações na imprensa sérvia e australiana o caso pode sofrer nova reviravolta com a intervenção do ministro da imigração australiano, que pode decretar nova detenção de Nole.

O tenista, número um mundial, aterrou no aeroporto de Melbourne na quarta-feira à noite para participar no Open da Austrália, que decorre de 17 a 30 de janeiro.

Após a chegada, as autoridades de imigração revogaram o visto por alegadamente não ter cumprido os requisitos de entrada que procuram prevenir a propagação da covid-19 no país, apesar de uma isenção que lhe permitia entrar no país sem vacinação.

A defesa de Djokovic, tenista que se opõe à imunização obrigatória contra a covid-19, alega que o sérvio recebeu uma avaliação por correio eletrónico do Departamento de Assuntos Internos australiano na qual se indicava que este era elegível para entrar no país sem quarentena, embora o Governo de Camberra argumentasse que tal não constituía uma garantia.

Djokovic, que os documentos do tribunal dizem não estar vacinado, argumentou que não precisava de apresentar um certificado de vacinação porque tinha provas de que tinha sido infetado com o coronavírus no mês passado.

As autoridades médicas australianas permitem a concessão de uma isenção temporária para a regra de vacinação a pessoas infetadas com a covid-19 nos seis meses anteriores.

O juiz Anthony Kelly observou hoje que Djokovic entregara aos funcionários do aeroporto de Melbourne uma isenção médica passada pela organização do torneio, que começa a 17 de janeiro, e por dois painéis médicos.

«O que é que este homem poderia ter feito mais?», perguntou o juiz ao advogado de Djokovic, Nick Wood.

Wood concordou com o juiz que Djokovic não poderia ter feito mais.

As transcrições da conversa de Djokovic na fronteira e a sua própria declaração juramentada revelaram um «apelo repetido aos responsáveis com os quais lidava que tinha feito absolutamente tudo o que entendia ser necessário para poder entrar na Austrália», disse Wood.

Djokovic tem sido mantido em isolamento num hotel em Melbourne desde quinta-feira, quando o visto foi cancelado.

Mas o juiz ordenou que o n.º 1 no 'ranking' do ténis mundial fosse libertado da quarentena do hotel durante a sua audiência no tribunal. Não ficou claro para onde Djokovic se deslocou durante a sua audiência, já que não apareceu no ecrã durante as primeiras horas da audiência virtual.

Os advogados de Djokovic apresentaram 11 fundamentos de recurso contra o cancelamento do visto.

Os advogados descreveram o cancelamento como «gravemente ilógico», irracional e legalmente irrazoável.

A transmissão da audiência virtual falhou várias vezes devido ao número de pessoas de todo o mundo que tentavam assistir online.

Djokovic venceu nove vezes o Open da Austrália. Tem 20 títulos de Grand Slam, um recorde masculino que partilha com Roger Federer e Rafael Nadal.

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