Ryanair escreve a Costa (e não a Pedro Nuno): empresa ameaça cancelar 20 rotas em Lisboa durante o verão

16 fev, 13:49
Michael O'Leary, CEO da Ryanair

Companhia pede ao Governo que "obrigue a TAP a libertar os slots não utilizados em Lisboa"

A Ryanair apelou, esta quarta-feira, ao Governo português que "obrigue a TAP a libertar os slots não utilizados em Lisboa", alegando que, como a companhia portuguesa tem uma frota reduzida, "e três mil milhões de euros em auxílios estatais, não pode e não irá utilizar os slots este verão". Em conferência de imprensa, o CEO da companhia aérea informou mesmo que escreveu uma carta ao primeiro-ministro, António Costa (e não a Pedro Nuno Santos, que tem a pasta da TAP enquanto ministro das Infraestruturas e com o qual o CEO da Ryanair tem tido altercações).

Por causa destes lugares, a companhia irlandesa alega que poderá ser forçada a reduzir o número de aeronaves da base em Lisboa, de sete para quatro, durante o verão, o que terá como prejuízo o cancelamento de 20 rotas de/para Lisboa.

“Apelamos ao novo Governo português que apoie a recuperação do tráfego e obrigue a TAP a libertar os slots não utilizados em Lisboa (dos quais não necessita) antes do final de fevereiro. Este bloqueio desleal de slots por parte da TAP, subsidiada pelo Estado, impede o crescimento e a recuperação do tráfego, turismo e emprego no Aeroporto da Portela em Lisboa, em detrimento da economia portuguesa", afirma o CEO do Grupo Ryanair, Michael O’Leary.

Segundo o comunicado, a companhia investiu no aeroporto de Lisboa, este inverno, com 7 aviões (616 milhões de dólares) e está disposta a continuar a investir no verão, "desde que o Governo exija à TAP a libertação de alguns dos slots não utilizados até ao final de fevereiro".

"Apelamos ao primeiro-ministro António Costa a agir rapidamente e exigimos à TAP, como condição para o seu auxílio estatal de 3 mil milhões de euros, que liberte estes slots não utilizados, de forma a que a Ryanair possa salvaguardar 3 aeronaves em Lisboa e as 20 rotas que operam para apoiar a recuperação do tráfego e turismo pós-Covid em Lisboa", afirma o CEO, lembrando que só assim será possível "salvaguardar rotas e empregos em Lisboa", e permitir assim o crescimento do turismo.

A companhia diz ainda que o bloqueio da utilização de slots pela concorrência "tem um impacto negativo nos cidadãos portugueses e visitantes com uma perda potencial de mais de 250 milhões de euros em receitas do turismo para o país" só neste verão.

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