Conceição: «Num minuto sofremos dois golos, um em Barcelos, outro aqui»

29 fev, 18:05
Santa Clara-FC Porto (EDUARDO COSTA/LUSA)

Taça de Portugal: Santa Clara-FC Porto, 1-2 (reportagem)

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, em declarações à Sport TV, depois da vitória sobre o Santa Clara (2-1), mo Estádio São Miguel, em jogo dos quartos de final da Taça de Portugal:

Um jogo atípico que recomeçou com um golo do Santa Clara…

- É verdade, num minuto sofremos dois golos, um a acabar em Barcelos e outro aqui hoje. São situações que temos de corrigir, mas também há mérito ao adversário. A equipa esteve sempre tranquila, no sentido de perceber o que estávamos a fazer. Estávamos a jogar onze contra onze e contra o vento também. Ainda agora apanhei um processo por dizer isto depois do jogo frente ao Rio Ave. O 12.º elemento que pode interferir aqui pode ser o vento, como aconteceu hoje, ou a chuva, como aconteceu há duas semanas atrás. Quero dizer aqui que o vento dificultou a vida de uma equipa e da outra também, a verdade tem de ser dita.

- Por isso, foi um jogo de muitos duelos. Na segunda parte sabíamos que íamos ter mais bola porque havia dificuldades em esticar o jogo. Lutámos na segunda parte, a alteração foi importante na nossa organização ofensiva. Defensivamente continuámos a assumir três homens cá atrás, com o Galeno de um lado e o Pepê do outro a poderem projetar-se no ataque com alguma liberdade. O Nico sempre mais alto em relação ao Varela. Fizemos dois golos. A verdade é que podíamos ter feito mais um ou outro golo. Um jogo difícil, uma boa vitória, uma batalha que não nos dá nada, só a passagem para as meias-finais.

Porque a mudança de João Mário para a esquerda e o que disse aos jogadores ao intervalo para entrarem mais fortes?

- A estratégia era essa, também entrar fortes no resto da primeira parte. Praticamente meter o Galeno mais próximo do Evanilson e o Francisco a ser o terceiro homem dessa linha atacante. Depois, com o João Mário de um lado e o Pepê do outro, o Wendell, o Fábio Cardoso e o Pepe assumiram, homem a homem, cá atrás. Era para entrarmos fortes, para fazer golos, depois, entretanto, vi que teríamos de ter mais peso na frente, daí inserir o Namaso. As coisas correram bem, assentámos alguma das coisas que tínhamos definido. O vento estava muito forte, tínhamos dificuldade para fazer um futebol mais apoiado, mas na segunda parte conseguimos isso e chegamos aos golos.

FC Porto regressa às meias-finais. É um objetivo vencer a Taça?

- Há muitos jogos para fazer, temos é de encarar o resto da época como se fosse o nosso último jogo, o meu, o dos jogadores, dos elementos dos diferentes departamentos e também dos adeptos. Os adeptos são criteriosos, se perceberem que há uma atitude sempre presentem vão lá estar.

Não perdeu ninguém para o clássico com o Benfica, ainda pensou fazer alguma gestão?

- Fui vendo o jogo e pensando exclusivamente neste jogo. Se pensasse em dois jogos não sairíamos daqui com as meias-finais adquiridas.

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