"É um dia verdadeiramente histórico": Suécia já faz oficialmente parte da NATO

CNN Portugal , ARC
7 mar, 18:35

O pedido de adesão da Suécia surgiu após a invasão da Rússia à Ucrânia, mas só foi aprovado após dois anos de negociações e de entraves levantados pela Turquia

Um “momento histórico” e uma NATO “mais forte e maior do que alguma vez foi”. A Suécia aderiu oficialmente à NATO esta quinta-feira, depois de todas as formalidades terminadas e de dois anos de negociações e entraves. É agora o 32º membro, seguindo-se à Finlândia, que também se juntou já depois da invasão russa da Ucrânia.

“A adesão da Suécia torna a NATO mais forte, a Suécia mais segura e a Aliança inteira ainda mais segura. Estou ansioso por erguer a sua bandeira na sede da NATO”, anunciou Jens Stoltenberg através do X (antigo Twitter).

O secretário-geral da Aliança Atlântica relembra que, depois de mais 200 anos de não-alinhamento, o país goza agora “da proteção concedida ao abrigo do artigo 5.º, a derradeira garantia definitiva da liberdade e segurança dos Aliados”. Em causa está um artigo que diz que “qualquer ataque armado” a um membro da Aliança será “imediatamente comunicado ao Conselho de Segurança”, sendo que os restantes membros são obrigados a defender o Estado atacado.

O pedido de adesão da Suécia surgiu após a invasão da Rússia à Ucrânia. Só depois de dois anos de negociações e de entraves levantados pela Turquia. mas também pela Hungria, é que o país atinge o objetivo e vive agora “um dia verdadeiramente histórico”, como o descreve o primeiro-ministro sueco.

Ulf Kristersson, que está em Washington esta quinta-feira, fala de uma “vitória da liberdade” e garante que o país se vai esforçar para "alcançar a unidade, a solidariedade e a partilha de encargos". “Estaremos à altura das elevadas expectativas de todos os aliados da NATO”, prometeu, falando do "início de uma nova era".

O momento é de celebração, mas Kristersson deixa alertas. “A Rússia continuará a ser uma séria ameaça à segurança euro-atlântico num futuro previsível”, admite.

Foi Antony Blinken quem recebeu a adesão formal da Suécia em Washington. O secretário de Estado dos EUA diz que este é “um momento histórico para a Suécia” bem como Aliança e para a “relação transatlântica”.

“Os suecos aperceberam-se de algo muito profundo: se Putin estava disposto a tentar apagar um vizinho do mapa, então poderia muito bem não ficar por aí", explica Blinken, relembrando que foi a invasão russa da Ucrânia que levou o país a juntar-se à organização. Agora, acrescenta, a "aliança da NATO é agora mais forte e maior do que alguma vez foi".

O presidente dos EUA também já deu "as boas-vindas" à Suécia. "Há 75 anos, quando a NATO foi criada, o presidente Truman disse que a Aliança "criaria um escudo contra a agressão e o medo da agressão". Esse escudo - e a segurança transatlântica - está mais forte do que nunca", reconhece.

A Hungria levantou os entraves à adesão do novo membro e entregou esta quinta-feira a ratificação, aprovada pelo parlamento húngaro, ao Departamento de Estado em Washington, como revelou ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro. "Hoje dei instruções ao embaixador da nossa pátria em Washington para entregar o documento de ratificação, tendo a Hungria cumprido todas as suas tarefas para a adesão da Suécia à NATO", disse.

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