Pelo menos 958 civis mortos em dois meses de combates no Sudão

Agência Lusa , BC
14 jun, 10:42
Conflitos no Sudão (AP)

Sindicato dos Médicos sudaneses deu balanço do conflito mas avisa que números serão inferiores aos reais

Pelo menos 958 civis morreram nos dois meses de combates no Sudão, entre o exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, segundo dados do Sindicato dos Médicos sudaneses.

O sindicato, que conta com uma ampla rede de colaboradores nos centros médicos do país, indicou que mais de 4.746 civis ficaram feridos desde o início das hostilidades em 15 de abril.

No entanto, o sindicato alertou que os números são inferiores aos reais, com " muitas mortes e feridos" em Cartum e noutras áreas do país, que "não foram incluídos" nesta contagem.

O conflito começou a 15 de abril entre o exército, dirigido pelo general Abdel Fattah al-Burhane, e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, do general Mohamed Hamdane Daglo, na sequência de desentendimentos sobre a unificação das Forças Armadas, no âmbito de um acordo assinado para a transição para a democracia.

Além de milhares de feridos, o conflito já causou pelo menos 850 mortos e obrigou 1,6 milhões de pessoas a fugirem das suas casas para escapar à violência, muitas para países vizinhos, segundo a ONU.

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