ARS Lisboa admite recorrer a maternidades privadas para resolver crise nas urgências do SNS

15 jun, 13:42
Hospital de São João recebe doentes covid-19 provenientes da região de Lisboa e Vale do Tejo

Está a ser trabalhado um acordo para regulamentar esta colaboração

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) admite recorrer aos hospitais privados para solucionar os problemas nas urgências de ginecologia e obstetrícia na região da capital. Em entrevista à RTP, Luís Pisco, presidente do Conselho Diretivo da ARSLVT, garante que o sector privado está disponível para receber grávidas em trabalho de parto quando houver dificuldade de resposta dos serviços públicos.

“Em complementaridade com o Serviço Nacional de Saúde, nos momentos em que tivermos dificuldade de resposta, por exemplo aos fins de semana, poder haver um acordo de colaboração com as três maternidades [privadas]”, adiantou.

Luís Pisco considera positiva “a forma aberta como acolheram” a pretensão da ARS de recorrer ao privado para suprir as necessidades das urgências de ginecologia e obstetrícia. O responsável acrescenta ainda que já se está “a trabalhar” num acordo para regulamentar essa colaboração.

Os casos de insuficiência de recursos humanos para fazer escalas de urgência no Serviço Nacional de Saúde têm-se sucedido. A ginecologia e obstetrícia têm sido uma das áreas mais afetadas, com hospitais a encerrarem as urgências e a pedirem encaminhamento de grávidas conduzidas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para outros estabelecimentos.

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