Sindicato de emergência pré-hospitalar e Governo ainda sem acordo. Greve mantém-se

Agência Lusa , DCT
14 nov, 15:40
Ambulância em Espanha (Foto: AP/Alvaro Barrientos)

Sindicato e Governo não chegaram esta segunda-feira a acordo sobre os valores para o aumento dos índices remuneratórios dos técnicos de emergência pré-hospitalar, mantendo-se a greve ao trabalho extraordinário iniciada a 8 de novembro.

“Concluímos que não chegamos a conclusão nenhuma ainda”, uma vez que os valores dos aumentos apresentados pelas duas partes foram “bastante diferentes”, adiantou à Lusa o presidente Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), após o encontro desta segunda-feira destinado especificamente à negociação do índice remuneratório.

Segundo Rui Lázaro, a proposta do Ministério da Saúde foi subir um nível em todos os índices remuneratórios da carreira, sendo que o nível base, que está nos 757 euros, passaria para os 809 euros.

“A nossa proposta foi subir para o nível 14 que, pela tabela de 2022, é de 1.153 euros de base brutos, o nível imediatamente inferior à outra carreira que também trabalha em emergência médica com competências semelhantes, a de enfermagem”, avançou o dirigente sindical.

Perante esta discordância, ficou agendada uma nova ronda negocial para quarta-feira, às 16:00, mantendo-se a greve ao trabalho suplementar até pelo menos esse dia, adiantou o presidente do STEPH.

“Foi importante nos receberem especificamente para revermos o índice remuneratório”, salientou ainda Rui Lázaro, que disse esperar que seja possível chegar a um entendimento ainda esta semana, mesmo com “algumas cedências de parte a parte”.

Em 08 de novembro, os técnicos de emergência pré-hospitalar iniciaram uma greve ao trabalho suplementar, por tempo indeterminado, a exigir medidas para tornar a carreira mais atrativa, como forma de combater a taxa de 30% de abandono da profissão.

“A forma de combater isso é tornar a carreira mais atrativa, revendo imediatamente o índice remuneratório, que está próximo do salário mínimo nacional”, adiantou na altura o dirigente sindical.

Uma vez que a greve se refere a trabalho suplementar, a estrutura sindical não apresentou qualquer proposta de serviços mínimos por “não serem devidos”, já que “todo o trabalho em horário normal urgente e emergente continuará a ser garantido em todos os turnos”.

Além disso, as ocorrências `multivítimas´, catástrofes naturais e outras que possam vir a ocorrer não estão abrangidas por esta paralisação.

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