PSD: opositores de Rio veem sinais de "razia" nos cabeças de lista

7 dez 2021, 11:28
Paulo Rangel na reação à derrota nas diretas do PSD (Manuel de Almeida/Lusa)
Paulo Rangel na reação à derrota nas diretas do PSD (Manuel de Almeida/Lusa)

Listas para a Assembleia da República ainda não estão fechadas. Conselho nacional desta terça-feira pode ser uma reunião tensa

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Este artigo foi publicado às 11h28, antes da divulgação das listas oficiais, que pode consultar AQUI.

O PSD está a fechar últimos detalhes nas listas de candidatos à Assembleia da República, antes do conselho nacional marcado para esta terça-feira, em Évora. 

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As escolhas para os cabeças de lista, que ainda podem sofrer alterações até logo à tarde, fazem saltar muitos dos apoiantes de Rangel, que são substituídos por gente próxima de Rui Rio.

Os dois, Paulo Rangel e Rui Rio, falaram por mais do que uma vez durante este processo, sabe a CNN Portugal, mas fontes sociais-democratas dizem que há vários sinais de uma “razia”, pelo que parece que o equilíbrio nas listas, pedido pelo eurodeputado, caiu em saco roto. A consequência, avisam já alguns, vai ser uma guerra no congresso pelos lugares nos órgãos nacionais do partido. Rui Rio “quer sangue”, dizem. 

A direção nacional, porém, garante que há equilíbrio e justiça nas listas, o que será visível quando forem conhecidos todos os nomes.

O conselho nacional de hoje, ainda que as listas sejam aprovadas, como todos acreditam que serão, pode, por isso, ser uma reunião tensa.

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Os nomes em cima da mesa

A CNN Portugal apurou que Paulo Mota Pinto, atual presidente da Mesa do Congresso, deverá ser o cabeça de lista por Leiria, substituindo Margarida Balseiro Lopes, que apoiou Paulo Rangel nas eleições diretas. Mota Pinto, jurista e antigo juiz conselheiro do Tribunal Constitucional, é atualmente presidente da Assembleia Municipal de Pombal.

Viseu e Faro, onde os presidentes das comissões políticas distritais também apoiaram Paulo Rangel, vão ter novos protagonistas. Cristovão Norte, que foi cabeça de lista há dois anos pelo Algarve, é substituído por Luís Gomes, ex autarca de Vila Real de Santo António, e ficará mesmo de fora das listas.

O cabeça de lista por Viseu não estava ainda completamente fechado, mas a escolha deve ser Joaquim Miranda Sarmento, presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD. A outra hipótese seria Hugo Carvalho, que há dois anos foi cabeça de lista pelo Porto. Esse lugar, desta vez, será assumido por Rui Rio, líder reeleito. Mas a escolha do cabeça de lista em Viseu pode comprometer igualmente a presença do presidente da distrital, Pedro Alves, em lugar elegível.

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Na Guarda, Carlos Peixoto, cabeça de lista nas últimas eleições e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, fica de fora. Apoiante de Paulo Rangel, deve ser substituído, segundo fontes do PSD, por Gustavo Sousa Duarte, ex-presidente da câmara municipal de Vila Nova de Foz Côa.

Em Vila Real, Luís Leite Ramos sai para dar lugar, ao que tudo indica, a Artur Soveral Gomes, deputado e advogado do escritório de Elina Fraga, que chegou a ser vice-presidente de Rui Rio no primeiro mandato.

Em Aveiro, o número 1 da lista, apontado por várias fontes, será António Topa Gomes, engenheiro civil e professor universitário. É sobrinho de António Topa, que foi deputado e presidente da distrital de Aveiro, que morreu a 31 de outubro deste ano, vítima de doença prolongada. 

Em Braga, sem surpresa, André Coelho Lima, vice-presidente do partido, volta a ser o cabeça de lista.

Setúbal volta a ser encabeçada por Nuno Carvalho; Coimbra terá como número um da lista, a advogada Mónica Quintela, que Rio escolheu como porta-voz do PSD para a área da Justiça.

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Viana do Castelo também repete, tal como há dois anos, Jorge Mendes.

Madeira e Açores devem manter os mesmos cabeças de lista de há dois anos.

Estes são alguns dos nomes já fechados, mas que ainda podem sofrer algumas alterações antes de serem apresentados esta tarde à comissão política nacional e depois votados pelos conselheiros nacionais.

Em 2019, as listas de deputados foram aprovadas com 74% dos votos (80 a favor, 18 contra e 10 abstenções).

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