Morreu Raquel Seruca, investigadora da área do cancro. Tinha 59 anos

Agência Lusa
30 mai, 13:42
Raquel Seruca (FOTO: EGIDIO SANTOS/U.PORTO)

Cientista era considerada uma referência mundial no estudo do cancro gástrico

A investigadora Raquel Seruca, considerada uma referência mundial no estudo do cancro gástrico, morreu aos 59 anos, informou esta segunda-feira o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto.

Raquel Seruca, natural do Porto, era vice-diretora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) e líder do grupo “Epithelian Interactions in Câncer” no i3S.

Numa nota de pesar, o diretor do i3S, Claudio Sunkel, lembrou Raquel Seruca como “uma grande cientista e uma amiga de longa data”.

“Conheci a Raquel logo após a minha vinda para Portugal e ficámos amigos rapidamente. Publicámos juntos já nessa altura e continuámos a partilhar sonhos e desejos para o futuro da investigação científica em Portugal ao longo de mais de três décadas”, lembrou o responsável.

A investigadora obteve a licenciatura em Medicina em 1986 e o doutoramento em 1995, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, e realizou um pós-doutoramento na Universidade de Groningen, Países Baixos, em 1998.

Foi investigadora no IPATIMUP e posteriormente no i3S, onde liderou um grupo de investigação dedicado ao estudo do cancro gástrico, área em que “realizou inúmeras contribuições de grande relevância, muitas das quais resultaram em aplicações clínicas”.

Ao longo da sua carreira obteve vários prémios entre os quais, o mais recente, o prémio ACTIVA Mulheres Inspiradoras de Ciência 2021 pelo seu contributo no desenvolvimento do projeto do Porto Comprehensive Cancer Centre.

Teve também um papel “muito ativo” a nível internacional em consórcios de “grande relevo” no estudo do cancro gástrico e colaborou com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e, mais recentemente, na implementação da Agência de Investigação Clínica e Inovação Biomédica (AICIB).

Segundo o i3S, a investigadora “publicou mais de 250 artigos científicos e foi uma das cientistas portuguesas mais citadas pela comunidade científica”.

“Uma mulher de garra, frontal e de grandes convicções, a Raquel contribuiu com grande generosidade para a implementação do projeto i3S e será sempre recordada com grande carinho e estima (…) Em nome do i3S, e penso que de toda a comunidade científica, gostaria de dar os meus sinceros pêsames à família e a todos os seus amigos”, referiu Claudio Sunkel.

O funeral de Raquel Seruca realiza-se na terça-feira, às 15:00, na Igreja de Cedofeita.

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