“O melhor amigo da saúde privada em Portugal é o doutor António Costa”

4 set, 13:03
Luís Montenegro (Lusa/Estela Silva)

Luís Montenegro, presidente do PSD, atacou o primeiro-ministro e o Governo e garante que serão os sociais-democratas a “devolver o SNS às pessoas”

O presidente do PSD, Luís Montenegro, acusou este domingo o Partido Socialista e o Governo de estarem a beneficiar o setor privado da saúde, com a destruição do Sistema Nacional de Saúde (SNS). No encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Montenegro disse mesmo que “o melhor amigo da saúde privada em Portugal é o doutor António Costa”.

Luís Montenegro referiu ainda a demissão da ministra da Saúde, Marta Temido, sublinhando que esta saiu por falta de condições para exercer o cargo, e criticou António Costa por ter dito que a política da Saúde era para manter.

“A ministra demitiu-se dizendo que não tinha condições para continuar. Qual é a resposta do primeiro-ministro? Então se não tem condições, fica mais umas semanas para decidir coisas importantes para as quais julga não ter condições. Isto é uma contradição”, criticou.

“Vai mudar de ministra, mas a política é a mesma. António Costa já está a matar o próximo ministro da Saúde. O caos na Saúde vai continuar na mesma. O primeiro-ministro não tem humildade para reconhecer que o projeto faliu”, disse.

“Nós não somos amigo do setor privado, nem do setor social. Nós somos amigos das pessoas. (…) Quando o PSD governou o país, a Saúde estava melhor do que está agora. E tínhamos a troika em Portugal. (…) E vamos ser nós outra vez a dar um Sistema Nacional de Saúde às pessoas que dê resposta às suas necessidades”, garantiu.

O presidente do PSD acusou António Costa de não ter capacidade para dar um rumo ao país. “Sabemos que não vamos ter eleições amanhã. Não é preciso estar a exigir hoje do PSD um programa para governar o país. Percebe-se que a frustração seja grande, porque o Governo não tem sido capaz de fazer essa tarefa. Mas quem tem de governar o país é o PS”, disse.

O líder do PSD comentou ainda a subida da taxa de inflação e as medidas que o Governo deverá anunciar para fazer face ao aumento de preços, nomeadamente dos combustíveis e da energia. “No caso da energia, António Costa andou a inventar a desculpa que a Europa não deixava. Ao menos agora, baixe o IVA da energia para 6%. Faça-o agora porque é agora que as pessoas precisam”, desafiou.

Montenegro acusou ainda o Governo de andar a fazer “propaganda” com o aumento das pensões, alegando que o problema se arrasta há meses: “António Costa vai fazer em setembro aquilo que lhe propusemos fazer em maio.”

Sobre as medidas que o Governo se prepara para copiar as medidas que o PSD apresentou. “Amanhã vamos ter finalmente o anúncio desse pacote de medidas do Governo. Vem tarde, vem muito tarde e não foi por falta de aviso. Foi a habilidade que o Governo teve, conscientemente, para aplicar esta medida apenas nos últimos três meses do ano”, criticou.

Na segunda-feira, anteviu, vai acontecer “o exemplo da famosa habilidade política do primeiro-ministro, o ‘show-off’ do ‘power point’”.

“O que vai acontecer amanhã é o Governo é o governo fazer aquilo que reclamamos desde maio. Contrariamente ao que o Governo tem dito, não há três dias de diferença entre o que o PSD apresentou e o Governo vai anunciar, há três meses de diferença”, acusou, lembrando que desde maio defende um programa de emergência social.

No entanto, apesar da “roupagem diferente”, o líder do PSD considerou que “a base vai ser a mesma”, lamentando que o Governo não anuncie também na segunda-feira os apoios destinados às empresas.

“Há condições para que o PS faça o que acordou connosco em 2014 e baixe o IRC. Dr. António Costa, não aguarde mais 15 dias e faça-o já amanhã”, apelou.

Luís Montenegro pediu ainda ao Governo e ao primeiro-ministro que “de uma vez por todas ponham ordem na casa”.

“Deixem de ser notícias pelas ‘gaffes’ e erros permanentes dos seus membros e o primeiro-ministro que se concentre na tarefa de liderar o Governo. Parece que já não está com grande vontade de ser primeiro-ministro, mas é, tem de fazer por merecer a confiança”, afirmou.

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