Prédio desabou na China e operações de resgate procuram mais de 60 pessoas

Agência Lusa , PP
1 mai, 09:18
Prédio desaba na China. Há dezenas de desaparecidos (Chen Zeguo/Xinhua/AP)

Mais de 20 vítimas estarão presas nos escombros e cerca de 40 estão dadas como desaparecidas

Pelo menos 23 pessoas permanecem presas nos escombros de um prédio que desabou em Changsha, cidade do centro da China, e outras 39 pessoas estão dadas como desaparecidas, informaram hoje as autoridades.

As operações de resgate, a que se juntaram mais de 700 soldados, já conseguiram retirar cinco pessoas com vida dos escombros do edifício na capital da província de Hunan.

Não há ainda registo oficial de vítimas mortais.

Um alto funcionário do Partido Comunista chinês foi enviado ao local, o que pode ser um sinal da gravidade do desastre.

Wang Yong, nomeado pelo governo central, foi enviado para liderar uma equipa responsável pelas operações de resgate, segundo um comunicado oficial divulgado no sábado.

Proprietário do prédio foi detido pelas autoridades

O desabamento aconteceu na sexta-feira e as autoridades dizem que ainda estão a investigar a causa do desastre.

No entanto, o proprietário já foi detido, acusado de adicionar, de forma ilegal, vários andares extra e de fazer modificações à estrutura do prédio.

O autarca de Changsha confirmou que os oito andares do edifício acolhiam um cinema, lojas, restaurantes, uma pensão e apartamentos.

O líder chinês Xi Jinping pediu "todos os esforços possíveis" para salvar as pessoas ainda soterradas e ordenou uma investigação ao desastre.

As autoridades chinesas lançaram ainda uma campanha nacional para reduzir os riscos representados pelos edifícios construídos de forma ilegal.

Este tipo de desastre ocorre com alguma frequência na China, devido ao incumprimento das regras de segurança e ao facilitismo dos serviços de inspeção que deveriam garantir a correta aplicação das normas de construção.

Em janeiro, uma explosão desencadeada por uma alegada fuga de gás causou o colapso de um prédio na cidade de Chongqing, no oeste do país, matando mais de uma dúzia de pessoas.

Em julho de 2021, 17 pessoas morreram num desabamento de um hotel numa área turística de Jiangsu, no leste da China.

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