Corpo de jovem militar retirado do mar na Póvoa de Varzim. Outros sete, também apanhados pelas ondas, conseguiram sair

CNN Portugal , AM/WL com Lusa. Notícia atualizada às 17:10
25 nov, 17:08

Alerta foi dado às 04:00. Eram todos militares em formação da Escola dos Serviços do Exército Português

O corpo da jovem militar desaparecida na madrugada desta sexta-feira na Praia da Lagoa na Póvoa de Varzim foi retirado do mar pelo helicóptero da Força Aérea Portuguesa, por volta das 16:00.

O corpo foi localizado na água cerca de meia hora antes do resgate, que foi efetuado por um mergulhador que saiu do helicóptero.

Outros Sete jovens, todos militares em formação da Escola dos Serviços do Exército Português, da Póvoa de Varzim, tinham também sido arrastados pelas ondas, mas acabaram por sair ilesos.

“Oito jovens estavam na praia e foram apanhados pela ondulação. Sete conseguiram sair pelo próprio pé e foram transportados ao Hospital da Póvoa e uma rapariga com cerca de 20 anos está desaparecida”, disse esta manhã o capitão do Porto e Comandante-local da Polícia Marítima da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional confirmou que os jovens eram militares em formação na Escola dos Serviços do Exército Português, da Póvoa de Varzim.

O alerta para o incidente foi dado às 04:48. Durante o dia, o contingente da Polícia Marítima no local também foi reforçado, continuando a fazer buscas a pé na praia, assim como equipas dos bombeiros da Póvoa de Varzim assistidas por um drone.

Saíram da discoteca e foram até à praia

Segundo o Exército, os oito militares “saíram de um estabelecimento de diversão noturna, onde se deslocaram para convívio social, e decidiram ir até junto da linha de água da praia da Lagoa na Póvoa de Varzim”, tendo sido arrastados por uma onda.

Os sete militares foram encaminhados para o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, onde, segundo fonte da unidade, deram entrada "com lesões musculares, hipotermia, num quadro traumático violento em termos emocionais, mas nenhum em risco de vida”.

Até ao início da tarde, três das vítimas tinham sido transferidas para o Hospital Militar do Porto para “continuarem a ser vigiadas”, três tinham recebido alta e uma permanecia em observação no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim.

Num ponto se situação feito pelas 13:15, comandante local da Polícia Marítima, Ferreira Teles, considerou que “a tragédia podia ter sido maior, mas sobretudo evitada”.

A Autoridade Marítima Nacional efetuou diversos avisos devido à agitação marítima e apelou aos cidadãos [para] que tenham uma cultura de segurança, para evitar o risco. Estamos no inverno, o mar tem muita energia e qualquer passeio na praia, junto ao mar, pode ser fatal”, alertou o responsável da Capitania da Póvoa de Varzim.

Sobre este incidente, Ferreira Teles informou que “será feito um inquérito e caberá ao Ministério Público mandar o órgão de policial criminal fazer as investigações”.

Exército e ministra reagem

O Exército reagiu, entretanto, à retirada do cadáver da jovem militar do mar. “Foi com profunda consternação que o Exército Português recebeu a notícia que foi encontrada, sem vida, na praia de Póvoa de Varzim, a Primeiro-cabo Ani Muscuta Fonseca Dabó”, militar que ingressou no Exército em janeiro de 2019, estando a frequentar o curso de “condutor militar de categoria B”

“Neste momento de luto, dor e sofrimento para a família, amigos e para o Exército Português, o General Chefe do Estado-Maior do Exército transmitiu à família todo o apoio e solidariedade”, reforçou. A instituição já assegurou apoio psicológico aos familiares.

Numa nota enviada à imprensa, também a ministra da Defesa Helena Carreiras lamentou a morte da jovem, endereçando "à família enlutada” e ao ramo “as mais sinceras condolências”.

Toda a costa marítima de Portugal continental está sob aviso amarelo, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido à forte agitação marítima.

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