Se eu mandasse... fazia uma inspeção às pessoas que estão no desemprego

24 jan, 09:57
Justa Nobre

Numa rubrica da CNN Portugal, que será publicada ao longo dos 15 dias que antecedem as legislativas, várias personalidades explicam o que fariam se fossem eleitas para governar

Justa Nobre, chefe de cozinha

Nós temos perdido muito dinheiro, tem sido um bocado difícil gerirmos as nossas empresas e a nossa atividade.

Talvez fazer uma boa inspeção às pessoas que estão no desemprego, porque há muitas pessoas que querem trabalhar e não têm trabalho, e há outras que podiam estar a trabalhar, mas não o querem fazer. Fala-se que há muito desemprego, mas todos nós estamos aflitos para arranjar pessoal para trabalhar e as pessoas não querem trabalhar porque, enquanto estiverem no fundo de desemprego, estão a aproveitar e não querem trabalhar. Felizmente não tenho falta de empregados, tenho uma boa equipa, mas oiço os meus colegas queixarem-se muito. Claro que as pessoas também precisam, muitas dizem que por mais cem ou duzentos euros preferem ficar no desemprego. Nós pagamos o que podemos pagar e o meu restaurante ainda é daqueles que paga bem. Porque pomos sempre a nossa parte humana à frente, e todas as pessoas têm que levar um salário digno para casa para sustentar a família. Nunca na minha vida paguei um salário mínimo. Sempre paguei mais, porque me preocupo, porque quero que as pessoas estejam bem.

Eu acho que as pessoas não deviam ganhar tão pouco. As pessoas têm de ter um ordenado digno. Isso também tem de ser visto, há ordenados que têm de ser vistos.

Agora, os patrões também precisam de ter um bocadinho de folga para poderem pagar melhor, porque nós somos muito penalizados com os impostos, e se não pagássemos tantos impostos. se calhar conseguiríamos pagar ainda muito melhor às pessoas. Os impostos deixam-nos completamente de mãos atadas, (...). Aí dava uma ajuda, se calhar baixando os impostos, dar algumas benesses nas despesas básicas do gás, da água e da luz, bem como da renda, porque as rendas em Lisboa são caríssimas.

Aí é que precisávamos de um bocadinho de ajuda, se calhar termos uns impostos mais baixos, se calhar termos algumas benesses nas despesas básicas do gás, da água e da luz. As rendas em Lisboa são caríssimas. Ás vezes é desmotivante chegarmos ao final do mês e não podermos dizer que foi bom, que foi rentável. Há sempre contas para pagar, vai-se muito dinheiro em impostos, nós sabemos que temos de os pagar, mas são muito altos.

`Depoimento recolhido por Beatriz Céu

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