Patriarcado de Lisboa afasta padre suspeito de violação

1 ago, 11:08
Padres

Denúncia de violação levou Patriarcado de Lisboa a afastar sacerdote e a comunicar caso às autoridades

O Patriarcado de Lisboa revelou esta segunda-feira que afastou um sacerdote por ser suspeito de um "crime de violação".

Em comunicado, o Patriarcado informa que "recebeu uma denúncia relativa a um possível crime de violação praticado por um sacerdote diocesano" e que o caso "não se enquadra no âmbito da Comissão de Proteção de Menores", tendo sido "comunicado às autoridades civis competentes". A CNN Portugal sabe que a alegada vítima é uma mulher.

"Ouvida a vítima e o sacerdote, o Patriarcado de Lisboa decidiu dar início aos procedimentos canónicos previstos para este tipo de casos e afastou o padre de todas as suas funções até ao apuramento dos factos", refere a nota do Patriarcado, que acrescenta estar "disponível para colaborar com todas as autoridades competentes, tendo sempre como prioridade o apuramento da verdade e o acompanhamento das vítimas". 

Por não se tratar de um menor, o caso não passou, portanto, pela Comissão Independente para o Estudo de Abusos Sexuais contra Crianças na Igreja Católica em Portugal. O Ministério Público já abriu 10 inquéritos a partir das 17 denúncias anónimas reportadas por esta Comissão Independente, divulgou na semana passada a Procuradoria-Geral da República. 

Dos inquéritos instaurados, sete encontram-se em investigação e três (na sequência de quatro situações denunciadas) foram arquivados: um por prescrição, outro porque se apurou que os factos já tinham sido julgados e alvo de condenação num outro processo e um terceiro por falta de provas.

No início do mês, o Patriarcado de Lisboa também anunciou ter afastado um padre de funções depois de ter tido conhecimento de “uma troca de mensagens contendo linguagem inapropriada”, remetendo o caso para a Comissão Diocesana de Proteção de Menores.

Em comunicado, e sem esclarecer a que paróquia pertence o sacerdote, quando aconteceu a troca de mensagens ou o seu teor, o Patriarcado de Lisboa informa apenas que “tomou conhecimento de uma troca de mensagens contendo linguagem inapropriada em que está envolvido um padre do seu presbitério”.

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