Esta "não será a última vaga". Primeiro-ministro belga admite vacinação obrigatória contra a covid-19

Agência Lusa , JGR
27 dez 2021, 15:58
Em Bruxelas manifestantes gritam "liberdade" contra a vacinação obrigatória
Em Bruxelas manifestantes gritam "liberdade" contra a vacinação obrigatória

Na Bélgica, 76% da população já está imunizada com o esquema vacinal completo e cerca de 33% já recebeu a dose de reforço

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O primeiro-ministro da Bélgica admitiu esta segunda-feira a hipótese de avançar para a vacinação obrigatória contra a covid-19 naquele país, frisando, porém, a necessidade de “aprender a viver” com o vírus e que prefere mais “convencer do que impor".

Alexander De Croo fez estas declarações numa entrevista ao jornal flamengo De Zondag, esta segunda-feira citada pelas agências internacionais.

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“Temos que aprender a viver com o vírus”, sublinhou De Croo, advertindo que a onda de infeções que a nova variante Ómicron irá provocar “não será a última vaga".

Como tal, o chefe do Governo belga traçou um objetivo claro no combate ao SARS-Cov-2: “Devemos vacinar toda a gente”.

“Se a via da vacinação obrigatória pode contribuir para tal, estou pronto a considerá-la”, disse, na entrevista, lembrando que será necessário o debate e aprovação pelo parlamento.

Na mesma entrevista, Alexander De Croo acrescentou que o número de camas nos cuidados intensivos deverá ser reforçado.

Na Bélgica, 76% da população já está imunizada com o esquema vacinal completo e cerca de 33% já recebeu a dose de reforço.

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Mas existem diferenças regionais significativas ao nível do processo da vacinação, com Bruxelas a registar uma cobertura de 59%, muito atrás das regiões da Valónia (72%) e da Flandres (81%).

Entre 17 e 23 de dezembro foram realizados 485.978 testes à covid-19 na Bélgica, sendo que 52.500 foram positivos, segundo os dados mais recentes.

A variante Ómicron é já responsável por 60% das infeções.

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