Macau perde 90,6% de turistas no Ano Novo Chinês em relação a 2019

Agência Lusa , AM
7 fev, 06:19
Ano Novo Chinês (Associated Press)

Apesar de se tratar de uma das festas mais importantes para as famílias chinesas, a China continental pediu à população para não viajar durante os feriados por causa da pandemia

Mais de 113 mil turistas entraram em Macau na semana do Ano Novo Lunar, menos 90,6% do que em 2019, antes da pandemia da covid-19, ainda assim mais do que em 2021, anunciaram hoje as autoridades.

De acordo com os dados divulgados no 'site' da Direção dos Serviços de Turismo de Macau, o território registou a entrada de apenas 113.699 visitantes, uma média diária de 16.242 turistas.

Ainda assim, o balanço da semana, que este ano decorreu entre 31 de janeiro e 06 de fevereiro, é positivo (+25,4%), quando comparado com o de 2021, entre 11 e 17 de fevereiro passado.

Dois anos após o início da pandemia, e apesar do regresso das celebrações do Ano Novo Lunar - tradicionalmente um ponto alto para o turismo de Macau -, o contexto pandémico voltou a afastar os turistas da capital mundial do jogo, que recebeu 7,7 milhões de visitantes em 2021, um valor muito distante dos quase 40 milhões registados em 2019.

Os visitantes são quase todos oriundos da China continental, que beneficia de exceções face às restrições fronteiriças determinadas no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

Macau tem promovido a cidade como um território seguro em relação à covid-19, procurando capitalizar o facto de ter registado apenas 79 casos durante a pandemia, mas, apesar de se tratar de uma das festas mais importantes para as famílias chinesas, a China continental pediu à população para não viajar durante os feriados.

A covid-19 provocou pelo menos 5,723 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado no sábado.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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