Nokia Portugal está a avançar com despedimento coletivo, denuncia sindicato

Agência Lusa , PF
26 fev, 15:03
Nokia (Vesa Moilanen/Lehtikuva via AP)

O sindicato diz que tem "dúvidas da legalidade deste processo e põe em dúvida a fundamentação usada", referindo ainda que "critérios de seleção na base do vencimento mais elevado, numa empresa com contas saudáveis, pode ser considerado um critério discriminatório e no mínimo a ultrapassar a fronteira da inconstitucionalidade"

O Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual (STT) diz que a Nokia Portugal tem em curso um despedimento coletivo que abrange 142 trabalhadores, mas até ao momento a Lusa não conseguiu obter uma resposta da empresa.

"O STT teve conhecimento que a Nokia Portugal está a avançar com um despedimento colectivo que abrange 142 trabalhadores, tendo os trabalhadores envolvidos recebido a intenção por escrito no passado dia 22 de fevereiro", indica o sindicato, em comunicado.

"Este despedimento além de injusto, se não for travado, terá drásticas consequências em termos de confiança laboral para um conjunto de excelentes profissionais que vestem a 'camisola' da Nokia", prossegue o STT, que critica a "argumentação utilizada pela empresa", considerando que "é falaciosa e mistificadora e está baseada numa realidade 'virtual' que os discursos dos responsáveis da empresa a nível mundial em termos de liderança, oportunidades de negócio e I&D contradizem e desconstroem".

O sindicato diz que tem "dúvidas da legalidade deste processo e põe em dúvida a fundamentação usada", referindo ainda que "critérios de seleção na base do vencimento mais elevado, numa empresa com contas saudáveis, pode ser considerado um critério discriminatório e no mínimo a ultrapassar a fronteira da inconstitucionalidade".

Nesse sentido, o STT "irá pedir a solidariedade da CGTP e dos Sindicatos do Movimento Sindical Unitário, audiências ao Ministério do Trabalho e aos grupos parlamentares e vai denunciar este 'atentado' de forma publica através das formas de luta que os trabalhadores entenderem como as mais adequadas".

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