Criticou publicação sobre "o profeta do Islão" num grupo do WhatsApp e acabou espancada até à morte e queimada por colegas de uma escola na Nigéria

13 mai, 08:59
Whatsapp

Os seguranças da escola e a polícia ainda tentaram salvar a menina, mas foram impedidos pelos restantes estudantes, que a espancaram com pedras e paus, antes de lhe atirarem fogo

Uma estudante na Nigéria foi espancada até à morte e queimada por colegas de escola que a acusaram de partilhar "blasfémias sobre o profeta do Islão" num grupo do WhatsApp, avança o jornal The Guardian, que cita duas testemunhas do incidente.

Uma das testemunhas citadas pelo jornal, que não quis ser identificada, explica que tudo começou com a partilha de um conteudo islâmico por parte de um colega muçulmano no grupo de WhatsApp dos estudantes daquela escola. A vítima, Deborah Samuel, "criticou a publicação" numa mensagem de áudio que "continha blasfémias sobre o profeta do Islão". "Foi isso que desencadeou tudo o que aconteceu depois", acrescenta a testemunha.

Os seguranças da escola e a polícia ainda tentaram salvar a menina, mas foram impedidos pelos restantes estudantes: "A polícia disparou gás lacrimogéneo sobre os estudantes e depois começou a disparar tiros para o céu para disperar os estudantes, mas eles resistiram" e começaram "a atirar paus e pedras contra os polícias", que se viram impossibilitados de salvar a menina, conta Summayya Usman Inname, uma estudante daquela escola.

"Depois, os estudantes usaram pedras e paus para espancar a menina, antes de lhe pegarem fogo", acrescenta.

A escola, localizada em Sokoto, no noroeste Nigéria, explica, em comunicado, que encerrou imediatamente depois da "agitação estudantil" que ocorreu durante a manhã desta quinta-feira.

Dois suspeitos acabaram por ser detidos pela morte de Deborah Samuel.

O jornal recorda que, em 2007, ocorreu uma situação semelhante, mas entre alunos e uma professora de uma escola secundária no nordeste da Nigéria. Os alunos muçulmanos espancaram a professora até à morte, depois de a acusarem de profanar o Alcorão.

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