Futsal: CD arquiva processo de alegado racismo a Nilson no Benfica-Sporting

13 abr 2023, 17:26
Nilson e Cardinal

Atleta do Benfica, que denunciou caso apenas nas redes sociais, foi ouvido e disse que Cardinal lhe chamou «preto de me***» e este que «não se recordava de nenhuma picardia»

O Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) arquivou o processo de averiguações sobre o alegado episódio de racismo vivido por Nilson, jogador de futsal do Benfica, na final da Taça de Portugal 2021/22 ante o Sporting.

Após a final, realizada a 21 de maio de 2022 e ganha pelo Sporting por 4-3, Nilson recorreu à rede social Instagram para denunciar que foi alvo de um insulto racista por parte de um jogador do Sporting, tendo o Benfica manifestado depois solidariedade para com o seu atleta.

Dias depois, a 27 de maio, o CD da FPF determinou a instauração do processo de averiguações.

Cardinal e «preto de me***»: o que diz o acórdão

Segundo o acórdão tornado público pela FPF esta quinta-feira o caso envolveu Nilson e Cardinal, sendo que «no decurso do jogo, [Nilson] não comunicou a qualquer agente desportivo presente que havia sido alvo de insultos racistas, tendo-o feito apenas posteriormente, e exclusivamente através de publicação em rede social».

Mais acrescenta o documento: «E nem sequer posteriormente, no decurso das suas declarações, o mesmo conseguiu adiantar algo mais, limitando-se a referir que foi insultado por um colega de profissão, que disse ter sido o jogador Cardinal, que o apelidou de “preto de me***”, mas já não sabia em que momento do jogo acontecera, afirmando genericamente que na segunda parte, e que confirmou não ter falado do assunto com ninguém, apenas o referiu nas redes sociais, e que ninguém ouviu a expressão porque estavam só os dois e Cardinal falou baixo».

Já Cardinal, nas suas declarações, «disse conhecer o jogador do Benfica, Nilson, por ter sido seu companheiro da seleção, mas que não se recordava de nenhuma picardia, nem de nenhuma confusão com o mesmo, durante o jogo dos autos, no qual nem sequer houvera expulsões de jogadores».

Recolhidos os elementos, o CD da FPF constata que «a prova coligida para os autos no presente processo de averiguações não permite legitimar, ou sequer suficientemente indiciar, a convicção de terem sido proferidos insultos racistas dirigidos ao jogador Nilson», determinando «o arquivamento total do presente processo de averiguações».

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