Thiem quer pagar jantar a João Sousa em Viena: «É incrível o que fez pelo ténis português»

1 abr, 18:18
Dominic Thiem e João Sousa no torneio de pares do Estoril Open, em 2023 (Gualter Fatia/Getty Images)

Austríaco diz que se tornou grande amigo do português e quer retribuir um «grande jantar» que teve em Lisboa

O tenista austríaco Dominic Thiem destacou, esta segunda-feira, a importância do amigo João Sousa no ténis português, esperando que o vimaranense possa ter, com o final de carreira, tempo para lhe pagar um jantar em Viena.

Depois de derrotar o alemão Maximilian Marterer, 97.º da hierarquia, na primeira ronda do Estoril Open, Thiem falou da «relação especial» com João Sousa, que vai terminar a carreira no único torneio português do circuito ATP.

«Joguei o meu primeiro encontro do Grand Slam contra o João [ndr: Open da Austrália, em 2014]. O meu segundo torneio ATP ganhei-o contra ele [Umag, 2015]. Mas depois tornámo-nos bons amigos», referiu o 91.º jogador mundial, citado pela Lusa.

Thiem, que na edição anterior do Estoril Open jogou com João Sousa em pares, disse que «é incrível o que João Sousa fez pelo ténis português», acreditando que o amigo levou o «desporto para outro nível no país» e lembrando ainda um jantar que João Sousa, que assistiu a parte do seu jogo de estreia no Estoril Open, tal como Gastão Elias, lhe pagou em Lisboa e que quer retribuir.

«Convidou-me para um grande jantar aqui em Lisboa, ainda tenho de fazer uma “vingança” em Viena. Espero que tenha mais tempo após este torneio», referiu, dizendo que talvez possa assistir à estreia de João Sousa, na terça-feira, contra o francês Arthur Fils, quinto cabeça de série.

«De certeza que vai estar um grande ambiente. Muitas pessoas vão criar um excelente ambiente», comentou.

O melhor tenista português de sempre no ranking mundial e único a conquistar títulos de singulares no circuito ATP completou 35 anos no sábado, mas os vários problemas físicos que enfrentou nos últimos anos precipitaram o final da carreira.

João Sousa tornou-se profissional em 2007 e, ao longo de 17 épocas no circuito mundial de ténis, conquistou quatro títulos ATP: Kuala Lumpur (2013), Valência (2015), Estoril Open (2018) e Pune (2022). Tem ainda vários recordes nacionais, entre eles a melhor classificação de sempre de um luso no ranking ATP (28.º), o maior número de internacionalizações na Taça Davis (32) e também o estatuto de único português a ter disputado os quadros de singulares de duas edições de Jogos Olímpicos (Rio2016 e Tóquio2020).

O antigo número um nacional e único tenista luso a conquistar o título de singulares do Estoril Open passou oito anos seguidos no top 100 mundial (até março de 2021), mas viu o seu sólido percurso perturbado por uma grave lesão no pé esquerdo no final de 2019.

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