MP vai continuar as investigações relacionadas com a operação Influencer

18 abr, 07:52
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REVISTA DE IMPRENSA || Decisão prende-se com a necessidade de se continuar a apurar factos

O Ministério Público vai continuar as investigações relacionadas com a operação Influencer, apesar de ter perdido o recurso no Tribunal da Relação.

Numa resposta à Rádio Observador, a Procuradoria Geral da República acrescenta que a decisão prende-se com a necessidade de se continuar a apurar factos suscetíveis de práticas de crime e determinar responsabilidades.

"Pese embora a decisão proferida, prosseguirá as investigações, tendo por objetivo, nos termos da lei, apurar os factos suscetíveis de integrar a prática de crimes, determinar os seus agentes e a sua responsabilidade", afirmou a PGR à radio.

A Operação Influencer levou na altura à detenção de Vítor Escária (chefe de gabinete de António Costa), Diogo Lacerda Machado (consultor e amigo de António Costa), dos administradores da empresa Start Campus Afonso Salema e Rui Oliveira Neves, e do presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, que ficaram em liberdade após interrogatório judicial.

Existem ainda outros arguidos, incluindo o agora ex-ministro das Infraestruturas João Galamba, o ex-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, o ex-porta-voz do PS João Tiago Silveira e a Start Campus.

O caso está relacionado com a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, Setúbal, e com o projeto de construção de um centro de dados (Data Center) na zona industrial e logística de Sines pela Start Campus.

Em causa está também a exploração de lítio em Montalegre e de Boticas (ambos distrito de Vila Real), com a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines, Setúbal, e com o projeto de construção de um centro de dados em Sines pela sociedade Start Campus.

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