Maternidades do SNS perdem mais de 15 mil partos em 10 anos: Lisboa e Vale do Tejo tem a maior fatia

15 set, 07:43
Coronavírus

REVISTA DE IMPRENSA. Das 38 maternidades do país, existe apenas uma onde o número de nascimentos tem crescido e fica em Matosinhos

Nos últimos dez anos, os hospitais públicos da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) perderam 6.500 partos. É das áreas do país com maior quebra, ainda que tenha seis maternidades a cerca de 20 minutos de distância entre cada uma. De acordo com os dados recolhidos pelo Jornal de Notícias (JN), LVT representa 40% do total das perdas a nível nacional - cerca de 15 mil partos.

O fecho de urgências e concentração de serviços para colmatar a falta de médicos é uma das soluções que está em cima da mesa. Problema que passa agora para as mãos do novo ministro da Saúde, Manuel Pizarro. 

Apesar da diminuição do número de partos, LVT continua a ser a região do país onde nascem mais bebés - a previsão para este ano é de 24.500 nascimentos - e aquela que enfrenta mais dificuldades para assegurar o funcionamento permanente do serviço de urgência e bloco de partos. Numa comparação com a região Norte - com 21.600 partos previstos -, LVT tem o mesmo número de maternidades, 13, mas menos 18 médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia e internos da especialidade.  

De todo o país, as regiões que perderam menos partos nos últimos dez anos foram o Norte e Centro - 17% e 18,3% respetivamente. No Alentejo, nascem menos cerca de 850 bebés, mas em termos percentuais regista a quebra mais acentuada, 27%. 

Das 38 maternidades do país, existe apenas uma onde o número de nascimentos tem crescido: a do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos. Segundo os dados recolhidos pelo JN, esta unidade hospitalar tem previstos 1.623 nascimentos para este ano, face a um máximo de 1.621 registados num dos últimos dez anos.

 

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