Perícia trai advogado do presidente da Câmara do Funchal: objeto "de valor desprezível" é afinal diamante de 50 mil euros

6 fev, 21:37

Autarca continua detido na sequência da investigação sobre corrupção

A PJ encontrou nas buscas ao gabinete de Pedro Calado na presidência da Câmara do Funchal uma pedra aparentemente preciosa, embrulhada em papel vegetal na gaveta da secretária, conforme a CNN Portugal revelou, e o advogado do autarca, Paulo Sá e Cunha,  apressou-se a afirmar que "isso está esclarecido" por não se tratar "de um diamante genuíno, mas de um objeto de valor desprezível". Entretanto, chegou o resultado de uma avaliação oficial - e  trata-se, mesmo, de um diamante verdadeiro,  avaliado em 50 mil euros e oferecido por uma empresa da Madeira. Miguel Albuquerque terá recebido outro igual.

É o resultado de uma avaliação da Imprensa Nacional Casa da Moeda, com certificação oficial, apurou a CNN Portugal, que desmente a defesa do autarca suspeito de corrupção quanto ao "valor desprezível" da "amostra de um produto que não é um diamante genuino", segundo afirmara Sá e Cunha. 

A avaliação foi feita em tempo recorde e já é do conhecimento do juiz de instrução a tempo da aplicação das medidas de coação em tribunal. De resto, foi o próprio advogado a confirmar que se tratou de um presente de uma empresa "visitada" na Zona Franca da Madeira por Pedro Calado e por Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional - que também foi presenteado com um diamante de igual qualidade, segundo tornou público Paulo Sá e Cunha.

"Trata de um elemento de uma produção de diamantes sintéticos produzidos por uma empresa da zona franca da Madeira, que foi visitada, quer pelo meu constituinte, quer pelo dr. Miguel Albuquerque, em que lhes foi oferecida uma amostra do produto. Não se trata de um diamante genuíno mas de diamante sintético,  sendo que é um objeto de valor desprezível.
Está esclarecido o que é", disse o advogado.

Trata-se de mais um presente suspeito de configurar a prática de crimes - a somar a todo o dinheiro encontrado na posse do presidente da câmara do Funchal e de familiares, suspeitos de serem testas de ferro do autarca, além de transferências e depósitos bancários que o Ministério Público acredita corresponderem a atos corruptivos.

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