Urgências do Hospital de Santa Maria sob "grande pressão". Há quem espere mais de 24 horas para ser atendido

8 nov, 12:40

Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte confirma aumento de afluência aos serviços de urgência e pede às pessoas com situações menos graves que se dirijam aos centros de saúde. No local, há relatos que dão conta de doentes à espera desde a manhã de segunda-feira

Os doentes que se dirijam ao serviço de urgência do Hospital de Santa Maria podem ter de esperar mais de 24 horas para ser atendidos por um médico, apurou a CNN Portugal no local.

De acordo com a acompanhante de um utente, que deu entrada naquele serviço às 9:00 de segunda-feira, apesar do tempo de espera oficial ser, em média, para um doente com pulseira amarela (doente urgente), de nove horas, nos altifalantes do hospital está a ser anunciado que "o tempo de espera é de 20 horas para estes doentes e que para os doentes com pulseira verde é de mais de 24 horas".

Em comunicado enviado à CNN Portugal, o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), do qual faz parte o Hospital de Santa Maria, explica que o serviço de Urgências e Internamentos está em "grande pressão" e apela "às pessoas com situações menos graves que se dirijam a respostas nos Cuidados de Saúde Primários".

A mesma fonte adianta que, nos últimos dias, o CHULN registou um "aumento de afluência aos seus serviços de urgências, com médias diárias de casos a variar entre os 650 e os 700 episódios de urgências no conjunto do centro hospitalar".

"Na última segunda-feira, dia 7 de Novembro, o CHULN atendeu um total de cerca de 700 episódios de urgências, valores em linha com os registados no mesmo período de 2019, no pré-pandemia", adianta a nota, que acrescenta que "o perfil dos utentes a chegar à urgência central do Hospital de Santa Maria aponta para um quadro de doentes mais doentes complexos (amarelos), muitos deles de outras áreas da região de Lisboa e com descompensação de doenças de base. Doentes que pela sua complexidade implicam diagnósticos mais diferenciados, múltiplos exames, muitas vezes com necessidade de procurar informações clínicas (por serem de outras áreas de influência)", completa o comunicado.

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