Uma em cada oito crianças portuguesas teve covid-19 nas últimas duas semanas

29 jan, 13:59
Testagem em massa aos alunos do 1.º e 2.º ciclo dos Açores (ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA)

Os dados do relatório das linhas vermelhas revelam que a incidência de covid-19 nas crianças é o dobro da média nacional

A incidência de covid-19 nas crianças é o dobro da média nacional e cerca de uma em cada oito teve a infeção nas últimas duas semanas. Os números são calculados com base no relatório das linhas vermelhas da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O documento indica que é nas crianças dos 0 aos 9 anos que a infeção mais tem crescido e onde se contam, de longe, mais novos casos - uma subida de 83% em apenas uma semana. Com mais 49%, o segundo grupo etário onde o SARS-CoV-2 mais cresce é entre as crianças e adolescentes dos 10 aos 19 anos.    

A incidência acumulada dos últimos 14 dias na população nacional ronda os 6,5% o que significa, na prática, que 6,5% dos portugueses tiveram Covid-19 nas últimas duas semanas, período em que se têm registado máximos nunca vistos de casos diários, apesar da mortalidade e dos internamentos estarem muito longe dos máximos do passado, nomeadamente de janeiro e fevereiro de 2021.

Dos 0 aos 9 anos a incidência apontada pelo relatório chega aos 12,4%, ou seja, perto de uma em cada oito crianças destas idades teve um teste positivo ao SARS-CoV-2, percentagem que desce para 10% dos 10 aos 19 anos.  

Recorde-se, contudo, que os sintomas nos mais novos são por norma ligeiros ou nem se notam. Em todas as outras idades a incidência da Covid-19 é muito mais baixa, atingindo mínimos de 1,8% acima dos 80 anos.

Mortalidade a subir

Os dados do relatório das linhas vermelhas revelam, igualmente, que numa semana a mortalidade por Covid-19 subiu 39%, num cenário que não atinge as crianças e adolescentes.

São agora 52,2 óbitos por cada milhão de habitantes nas últimas duas semanas, sinal de "uma tendência crescente do impacto da pandemia na mortalidade".
O valor anterior é superior ao limiar de 20 por milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), "o que se traduz", segundo o relatório, "de acordo com referencial 'linhas vermelhas', num impacto muito elevado da epidemia na mortalidade específica por COVID-19".  

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