Sporting-Estoril, 3-0 (crónica)

Nuno Travassos , Estádio José Alvalade, Lisboa
20 fev, 20:09
Sporting-Estoril

Com Pablo não é preciso ter muita sede para ir ao Pote

Quem tem o pé esquerdo de Pablo Sarabia não precisa de viver apressadamente. Pode relaxar e apreciar.

O Estoril criou mais dificuldades ao Sporting do que o marcador final possa indicar, sobretudo durante o período em que houve igualdade numérica de jogadores, mas a exibição do jogador cedido aos leões pelo Paris Saint-Germain voltou a ser fundamental. Sobretudo a partir do momento em que contou com um apoio mais notório do compatriota Pedro Porro.

Em inferioridade numérica a partir do minuto 64, a equipa canarinha viu-se incapaz de discutir o resultado. O Sporting acabou por fechar o jogo com um triunfo por 3-0 e volta a distanciar-se do rival Benfica.

Com 35 mil adeptos nas bancadas, o duelo de Alvalade foi intenso do ponto de vista técnico, mas isso fechou espaços, sobretudo na primeira parte.

Ambas as equipas procuraram condicionar o adversário logo à saída da sua área, mas depois o Estoril, ao recuar, apostava num 5x4x1 que criou dificuldades aos campeões nacionais, sobretudo na primeira parte. Arthur tinha autorização para quebrar um pouco esta organização defensiva, pois tinha instruções para ser o velocista das transições rápidas do Estoril, pela esquerda, tal como se percebeu logo nos primeiros minutos.

Talvez isso tenha colocado em sentido o lado direito do Sporting, a avaliar pela demora de Porro e Sarabia a aparecer no jogo. As primeiras aproximações leoninas à baliza de Dani Figueira resultaram de recuperações de bola em zonas adiantadas, com Pote a falhar o alvo em duas ocasiões.

Quando Porro começou a arriscar mais, o Sporting tornou-se mais perigoso. E foi pelo lado direito que chegou à vantagem, com o lateral a servir Sarabia à entrada da área, e o remate deste a provocar uma defesa incompleta de Dani Figueira, que Pote aproveitou para uma recarga fácil (35m).

Bruno Pinheiro travou por causa do amarelo e ficou parado no vermelho

Apesar da primeira parte amarrada, a equipa de Ruben Amorim conseguia ir para o descanso com maior conforto.

Bruno Pinheiro, por seu lado, trocou logo duas peças ao intervalo – Gamboa e Mboula renderam André Franco e António Xavier -, mas foi a terceira substituição «canarinha» que mudou definitivamente o jogo.

Para desgosto dos visitantes.

Se a saída de Ferraresi foi motivada pelo cartão amarelo que tinha, então a ideia do treinador do Estoril saiu mesmo furada. É que Raúl Silva entrou e menos de dois minutos depois dividiu um lance com Porro que lhe valeu o cartão vermelho direto, depois de Hélder Malheiro ter ido ver as imagens.

A decisão parece exagerada, talvez motivada pelo registo do central recrutado pelo Estoril ao Sp. Braga, mas a verdade é que o jogo abriu, inevitavelmente, e o Sporting encontrou espaço para um triunfo bem mais confortável.

Amorim até voltou a juntar Slimani a Paulinho, e o português rentabilizou a permanência em campo com uma assistência primorosa de calcanhar para o 2-1, assinado por Matheus Reis (76m).

Falta ao melhor momento do encontro, porém, proporcionado pelo maravilhoso pé esquerdo de Pablo Sarabia. O jogador cedido pelo Paris Saint-Germain fechou as contas com um fantástico pontapé de fora da área, ao minuto 81.

Com ele não é preciso pressa.

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