Moreirense-Vizela, 4-1 (crónica)

Bruno José Ferreira , Parque de Jogos Comendador Joaquim Almeida Freitas
14 mai, 17:55

Goleada ao rival evita descida. Festejo agarrado ao tablet

Tarde de emoções fortes em Moreira de Cónegos. Na oitava época consecutiva do Moreirense entre os grandes do futebol português, os cónegos oscilaram entre virtualmente serem relegados ao segundo escalão e ficar com a réstia de esperança quer permite lutar no play-off. O trabalho foi feito cedo com a goleada imposta aos vizelenses (4-1), os festejos chegaram alguns minutos depois do apito final.

Agarrados a um tablet os jogadores do Moreirense assistiram aos minutos finais do jogo entre o Tondela e o Boavista. O resultado (2-2) era suficiente e, no centro do relvado, os cónegos iam aguentando como podiam. O apito final em Tondela ditou o desfecho da tarde: descem Belenenses SAD e Tondela, o Moreirense vai disputar o play-off.

Já se sabia que as emoções iam ser muitas, mas o que se passou em Moreira de Cónegos extravasou as expetativas. Cedo o jogo perdeu a sua história, os beirões estiveram duas vezes em vantagem, e o estado de espírito no Comendador Joaquim de Almeida Freitas o estado de espírito teve de se balizar pelo que se passava a quilómetros de distância. No final da história com tanto sabor agridoce, o Moreirense pôde sorrir.

Moreirense faz a sua parte pela direita e aguarda...

A ter de ganhar para se agarrar, então, à réstia de esperança que tinha, o Moreirense rapidamente fez o que lhe competia. À meia hora de jogo já vencia tranquilamente por três bolas a zero, depois de ficar em superioridade numérica devido à expulsão de Ivanildo Fernandes. Artur Jorge ainda enviou uma bola à trave da sua própria baliza, mas a partir daí só deu Moreirense.

O primeiro golo surge na sequência de um lançamento de linha lateral. Rodrigo Conceição tira o cruzamento e é Sori Mané a cabecear sem oposição para o fundo das redes aos nove minutos. Quando estava cumprido pouco mais de um quarto de hora foi Artur Jorge a bater Ivo Gonçalves, também de cabeça. Cruzamento da direita de Pedro Amador na sequência de um livre, o central desvia de forma decisiva.

A missão do Moreirense ficou praticamente concluída à meia hora de jogo, novamente pelo lado direito. Arrancada de Paulinho a deixar a concorrência para trás, cruzando com as medidas certas para Derik Lacerda fazer o desvio letal. 3-0 em maia hora, aquilo que havia a fazer por parte do conjunto de Sá Pinto estava feito. Em teoria.

Golos em Tondela festejados em Moreira de Cónegos

Quem não gostava nada do que estava a ver era Álvaro Pacheco. Em causa estava o brio de uma equipa que conseguiu um feito histórico – a manutenção na Liga é inédita –, mas em casa do rival estava completamente amorfa, mesmo tendo em conta o facto de desde cedo estar com menos um homem em campo.

Depois de ajustar a equipa após a expulsão o técnico operou mais duas substituições na primeira metade. Não deu para festejar por parte dos adeptos vizeleneses com as incidências em Moreira de Cónegos, fizeram a festa com o golo apontado em Tondela, que relegava os cónegos para o segundo escalão. Mesmo a perder 3-0, a rivalidade fez explodir o topo do estádio, em contraste com as restantes bancadas.

A realidade é que praticamente não houve história em Moreira de Cónegos com o trabalho do Moreirense feito. Com as atenções voltadas para Tondela, o Moreirense ainda chegou ao quarto golo. Yan Matheus correspondeu de primeira a mais um lance pela direita conduzido pelo imparável Paulinho. Ainda reduziu o Vizela com um excelente golo de Marcis Paulo, de livre direto.

A história do jogo foi para lá do apito final. Festejou o Moreirense o evitar da descida. O Vizela, que já tinha a manutenção assegurada, despede-se da temporada com uma prestação pálida. Segura-se à vida o Moreirense.

Patrocinados