«Acreditávamos que podíamos ganhar por causa do histórico do Sp. Braga»

André Cruz , Estádio Municipal de Braga, Braga
2 mar, 23:45
Sp. Braga-Estrela da Amadora ( HUGO DELGADO/LUSA)

Sérgio Vieira considerou que o penálti que dá origem ao 1-0 decidiu o desfecho da partida

Sérgio Vieira, treinador do Estrela, em declarações aos jornalistas na sala de imprensa, depois da derrota na visita ao Sporting de Braga, por 3-0, na 24.ª jornada da Liga:

«[Análise ao jogo e à equipa de arbitragem] O momento que decidiu o jogo foi a decisão de terceira equipa, em dois lances extremamente polémicos, mas faz parte, como quando um jogador falha um golo feito ou um guarda-redes dá um frango. A terceira equipa também tem direito [a errar]. Faz parte, a nossa equipa veio com uma ambição grande, organizada e confiante, devíamos ter sido mais eficazes nas transições para criar mais perigo. Estávamos a crescer no jogo e com o passar do tempo acreditávamos que podíamos ganhar, por causa do histórico recente do Sp. Braga. Analisámos bem o Sp. Braga e sabíamos que podíamos vencer, perdemos por 3-0 e o sentimento é de frustração porque não houve igualdade competitiva. O fator decisivo foi esse erro que pode acontecer, infelizmente.»

«[Fez substituições para tentar arriscar, mas a manta ficou curta e o resultado avolumou-se por isso?] O Nanu e o Hevertton não estavam a servir bem os homens na frente. Na primeira parte tivemos uma boa construção, mas faltava isso, tentámos melhorar com o Jean [Felipe], que tem boa qualidade técnica e é bom na bola parada e em passes na profundidade, o Nilton chegou agora e também tem qualidades a transportar jogo, mas a equipa, em termos anímicos… Sofremos o golo e mexeu connosco. Precisamos de pontos. O momento do golo mexeu connosco emocionalmente, mas insistimos. O segundo e o terceiro golo não têm história, por querer muito ir [para a frente], acabámos por cometer erros de coberturas, alinhamentos, de encaixes na transição defensiva. O que de bom vamos levar deste jogo, não entra nisso. Queremos levar o que fizemos de bem.»

«[Léo Jabá prometia muito na formação, como é que o convenceu a vir para a Europa?] O Léo é um jogador com potencial, não tem qualidade firmada porque senão não estava no Estrela. Tem de continuar a trabalhar, já foi de seleção brasileira, já jogou Liga dos Campeões, mas, por diferentes motivos pessoais não se conseguiu firmar. Conseguimos dar-lhe a oportunidade de jogar neste nível competitivo e poder transformar-se e evoluir. É o caminho de clubes pequenos do futebol português: jogadores que às vezes estão sem currículo competitivo e tentamos evoluí-los. Fizemos isso de forma positiva com muitos jogadores. Vimos, por exemplo, a saída do Ronald para o Championship como um exemplo claro disso. O Léo Jabá segue a mesma lógica, veio para cá com humildade para reconhecer os erros que teve no passado, porque tem capacidade para outros patamares.»

«[Esteve uns minutos a falar com árbitro no final da partida] Estive a tentar não levar amarelo, tenho quatro e não queria ficar de fora no próximo jogo. Respeito-o, porque pode errar, mas os erros foram penalizadores para nós. Foi uma conversa com respeito, que fica entre os dois.»

«[O que precisa o Estrela de fazer nos 10 jogos que faltam?] Temos 10 finais para fazer, talvez, 12/13 pontos dos 30 em disputa. Na primeira volta fizemos 18. O Não podemos olhar para os 10 jogos que vêm, mas para o Casa Pia, que é o próximo adversário. Hoje fomos uma equipa organizada, competente, confiante e ambiciosa, é isso que temos de ser nas 10 finais que faltam. Isso é algo que nos caracteriza. Fizemos ajustes no mercado para ficarmos mais fortes, mas estamos nesse processo de crescimento. Temos de dar sequência ao trabalho e conquistar pontos.»

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