Estoril-FC Porto, 2-3 (crónica)

Adérito Esteves , Estádio António Coimbra da Mota, Estoril
8 jan, 20:16

«Parabéns, pai!» Com laço e tudo

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No dia 8 de janeiro de 2011, Francisco Conceição era um miudinho de nove anos que recebia uma prenda inesperada: o regresso do pai a Portugal.

Foi nesse dia que Sérgio Conceição se estreou como treinador principal, assumindo o comando técnico do Olhanense, depois de uma época como adjunto no Standard Liège.

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Quis o destino que, exatos dez anos depois, já adolescente, Chico Conceição desse a melhor prenda que o pai desejava no dia em que assinalou uma década como treinador principal.

Uma prenda bem embrulhada que mantém os dragões colados ao topo, agora isolados na liderança da Liga, depois da derrota do Sporting na véspera.

Mas que rica prenda! Porque o dia não parecia nada estar para festas.

Diante de um Estoril que viveu semanas complicadas devido a um surto de covid-19 que afetou vários jogadores, mas que se apresentou com quase todos os jogadores na ficha de jogo – ainda que quatro habituais titulares no banco -, a equipa de Conceição sofreu a bom sofrer.

Ao intervalo, depois de 45 minutos irreconhecíveis da equipa portista, o Estoril vencia por 2-0. O resultado tinha contornos de malvadez, tendo em conta a eficácia total da equipa de Bruno Pinheiro, mas não era totalmente injusta.

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Só que na segunda parte, os dragões mostraram a outra face.

Entraram com tudo e reduziram logo aos 49m, por Taremi, numa jogada de insistência de Luis Díaz que ainda teve um cabeceamento de Evanilson ao poste.

Depois veio o sofrimento do Estoril. Com o FC Porto a carregar com a artilharia pesada, o conjunto ‘canarinho’ foi obrigado a encolher-se.

O único que não se pôde encolher foi Thiago Silva, que muitas vezes se esticou bem para impedir os golos dos portistas.

Mas só adiou o que parecia inevitável.

Luis Díaz – sem-pre-ele-sem-pre-ele! – empatou o jogo aos 84m.

E depois, a coragem de Sérgio Conceição foi premiada.

Imediatamente após empatar, o treinador portista fez sair Fábio Cardoso para lançar um desequilibrador de nome familiar. Francisco fez o resto.

Em mais uma grande jogada de Luis Díaz – já falámos deste nome hoje? Não é mau… - Chico Conceição colocou toda a raiva no pé esquerdo e rematou com estrondo para dentro da baliza.

Depois correu que nem um louco e acabou a beijar o pai.

Será que lhe disse «parabéns, pai»?

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Mesmo que não tenha dito, deu-lhe a prenda que Sérgio mais queria receber: os três pontos da vitória.

Uma vitória que vale a liderança. Prenda com laço e tudo, portanto.

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