Jornadas Mundiais da Juventude: atribuição de vistos é objeto de critérios específicos e rigorosos

Agência Lusa , PP
2 jul, 12:48
Jornadas Mundiais da Juventude - Lusa/ José Sena Goulão

Garantia foi deixada pelo Sistema de Segurança Interna que garante que até ao momento não foi identificada qualquer situação de risco no âmbito das inscrições para a JMJ

O Sistema de Segurança Interna (SSI) disse hoje que até ao momento não foi identificada qualquer situação de risco no âmbito das inscrições para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e garantiu critérios “específicos e rigorosos” para os vistos.

“Tendo sido manifestada preocupação pública com o número de inscritos na JMJ2023 de nacionais de países de áreas geográficas que podem eventualmente representar algum risco para a segurança daquele evento, o Sistema de Segurança Interna vem esclarecer […] que todos os nacionais das referidas áreas geográficas carecem de visto Schengen para entrada no espaço europeu e em território nacional”, indicou, em comunicado, o SSI.

De acordo com a mesma nota, até ao momento, não foi identificada qualquer situação de risco, como terrorismo, auxílio à imigração ilegal ou tráfico de seres humanos.

A atribuição de vistos, conforme destacou, é objeto de “critérios específicos e rigorosos”, exigindo que o requerente apresente uma prova da sua participação no evento.

Segundo o comunicado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) analisa os pedidos de visto antes do início da jornada.

No sábado, o líder do Chega disse precisar de esclarecimentos do Ministério da Administração Interna sobre os riscos decorrentes da alegada inscrição de “dezenas de milhares de pessoas” oriundas do Médio Oriente na JMJ.

“Isto, a ser verdade, significa que estamos perante um risco de segurança muito significativo e perante a possibilidade, ou a tentativa, de estarem a entrar em Portugal, através da Jornada Mundial da Juventude, não só grupos radicalizados, como pessoas que podem não ter boas intenções”, afirmou, na altura, André Ventura.

O SSI adiantou que, desde o início das inscrições, requereu ao SEF consultas de segurança relativas a várias nacionalidades, incluindo as referidas por Ventura.

“Independentemente do número de solicitações que vier a ocorrer até ao final do evento cumpre sublinhar que o rigor do processo em nada será alterado”, assegurou.

A Segurança Interna esclareceu ainda que a diferença entre o número de inscrições iniciadas e completas destas áreas geográficas é “substancialmente inferior”.

O número de cidadãos paquistaneses que concluiu o processo de inscrição, até junho, é de cerca de 7%, mas esta percentagem pode ainda ser reduzida em função da submissão do processo de emissão de visto e consultas de segurança, exemplificou.

“A segurança é levada muito a sério por todas as Forças e Serviços de Segurança que participam no quadro deste mega-evento, particularmente o SIS, SEF, PJ [Polícia Judiciária], PSP [Polícia de Segurança Pública], GNR [Guarda Nacional Republicana] e Polícia Marítima, entre outras”, vincou.

O SSI referiu ainda que todas as pessoas que tiverem conhecimento de situações que possam constituir perigo para a segurança interna devem dar, “de imediato”, conhecimento às autoridades.

André Ventura, que falava à margem de uma visita à Casa de Saúde de São João de Deus, no Funchal, disse, este sábado, que o partido tem a informação, “não confirmada, mas de fontes fiáveis e fidedignas”, de que milhares de pessoas do Médio Oriente, especialmente do Paquistão, estão inscritas na JMJ.

A Jornada Mundial da Juventude, o maior evento da Igreja Católica, realiza-se pela primeira vez em Portugal, de 01 a 06 de agosto, em Lisboa, onde são esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

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