Jerónimo assume "resultado aquém" do PCP e acusa PS de "beneficiar da dramatização do perigo da Direita"

2 fev, 11:13

Secretário-geral do PCP apresentou conclusões sobre os resultados das eleições legislativas

Jerónimo de Sousa assumiu, esta quarta-feira, que o resultado do PCP ficou "aquém do trabalho realizado" e acusa o PS de "chantagem" para não dar resposta aos problemas que a situação do país exigia.

Em conferência de imprensa para apresentação das conclusões da reunião do Comité Central, na sede do partido, o secretário-geral do PCP começou por afirmar que a situação do país "impunha" que se encontrassem soluções, mas, em vez disso, "o PS, ambicionando uma maioria absoluta em convergência com o Presidente da República, precipitou a realização de eleições".

"A obtenção da maioria absoluta do PS, que beneficiou de uma extrema promoção e bipolarização e da dramatização do perigo da direita, deixa o quão reforçadas as condições de levar mais longe o seu compromisso com a política de direita", atirou.

Jerónimo apela à "mobilização" e "dinamização da luta de massas"

O secretário-geral do PCP apelou à “dinamização da luta de massas e do esclarecimento, intervenção e mobilização política”, na sequência das eleições legislativas que resultaram na maioria absoluta do PS.

“O PCP, face à situação e ao quadro político, aponta a necessidade de uma intervenção centrada na defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e do povo, e na exigência de soluções para o país, da dinamização da luta de massas e do esclarecimento, intervenção e mobilização política”.

O dirigente comunista insistiu que a maioria absoluta do PS e a “quebra eleitoral com significativa perda de deputados” da CDU são fruto de uma “extrema promoção da bipolarização e da dramatização do perigo da direita”, as mesmas expressões que utilizou na noite das eleições.

O membro da Comissão Política do Comité Central do PCP considerou que o país “não está condenado às injustiças, às desigualdades, ao retrocesso” económico-social, por isso, apelou à mobilização nas várias iniciativas do partido a partir do próximo sábado e enfatizou a “particular importância” do comício previsto para 06 de março, no Campo Pequeno (Lisboa).

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