Presidente da UEFA admite levar Liga dos Campeões para os Estados Unidos

26 abr 2023, 00:06
Aleskander Ceferin (AP Photo/Peter Dejong)

Aleksander Ceferin constatou que o futebol está a crescer de popularidade do lado de lá do Atlântico e que há que capitalizar isso. Falou também sobre a criação de um teto salarial para os clubes europeus e da importância de ser dar esse passo para que a competitividade nunca se perca

O presidente da UEFA admitiu a possibilidade de num futuro não muito distante levar para os Estados Unidos jogos da Liga dos Campeões e, quem sabe, realizar mesmo uma final da competição em Nova Iorque.

«Já falámos sobre isso. Este ano, a final é em Istambul. Em 2024 é em Londres e em 2025 é em Munique. Depois disso, veremos. Se é possível? É possível, é possível», disse Aleksander Ceferin numa entrevista para o podcast norte-americano Men In Blazers.

 

Ceferin constatou que o futebol está a crescer muito de popularidade nos Estados Unidos e que os americanos estão dispostos a pagar muito pelo melhor produto, mas reconheceu que há ainda questões que têm de ser resolvidas, como o fuso-horário muito desfasado da Europa para a Costa do Pacífico dos Estados Unidos.

Na mesma entrevista, o líder da UEFA manifestou preocupação com a competitividade do futebol europeu e admitiu avançar no futuro para a criação de um teto salarial não dependente das receitas geradas pelos clubes. «No futuro teremos de pensar seriamente num limite salarial. Se os orçamentos subirem muito, o nosso equilíbrio competitivo será um problema. Se houver cinco clubes que ganham sempre, deixa de fazer sentido. Tem de haver um acordo coletivo entre todas as equipas e a UEFA. Quanto tempo vai demorar até que isso aconteça? Espero que isso aconteça o mais rapidamente possível. Já começámos a falar sobre isso. Agora temos uma regra em que a partir de 2024 só se pode gastar em salários e transferências até 70 por cento das receitas. Mas não chega, porque se as receitas forem de 5 mil milhões, 70 por cento é muito. Este é o futuro e não tenho medo do poder que os donos dos clubes poderosos possam ter», rematou.

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