Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump, entrega-se às autoridades

15 nov, 16:27
Steve Bannon
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Steve Bannon vai responder em tribunal por desrespeito a um órgão de soberania

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Steve Bannon, antigo conselheiro e aliado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, entregou-se esta segunda-feira às autoridades e vai responder em tribunal por desrespeito a um órgão de soberania.

O Departamento de Justiça anunciou na sexta-feira que Steve Bannon, de 67 anos, foi indiciado por um crime de desacato, após se ter recusado a comparecer para um depoimento, e um outro por se recusar a fornecer documentos na sequência da intimação enviada pela comissão de investigação.

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O procurador-geral Merrick Garland destacou que esta acusação reflete o "compromisso inabalável" do Departamento de Justiça em garantir que se cumpre o estado de direito.

Bannon, que trabalhou na Casa Branca no início da administração Trump, é um cidadão comum que "se recusou a aparecer para prestar depoimento como exigido por uma intimação", diz a acusação.

Cada acusação acarreta um mínimo de 30 dias de prisão e uma pena de até um ano.

Em 22 de outubro, a Câmara dos Representantes declarou Steve Bannon em desacato ao Congresso por desafiar uma intimação da comissão que investiga o ataque ao Capitólio, por 229 votos a favor e 202 contra.

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Em 06 de janeiro, centenas de manifestantes investiram sobre a polícia para invadir o Capitólio e interromper a confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais, na sequência de reiteradas acusações de Trump sobre a existência de fraude eleitoral generalizada, sem fundamentação credível.

O presidente dos Estados Unidos, o democrata Joe Biden, já deu a sua aprovação para a divulgação de cerca de 770 páginas com registos relacionados com o caso, que estão no Arquivo Nacional.

Os registos incluem documentos de assessores próximos de Donald Trump, a agenda da Casa Branca, com o relato das suas atividades, viagens, reuniões ou telefonemas.

No entanto, um tribunal federal de recurso norte-americano suspendeu na quinta-feira temporariamente, até 30 de novembro, a libertação dos dados, enquanto analisa um pedido apresentado pelo ex-Presidente.

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