Cabo Delgado: fome leva insurgentes a entregarem-se às autoridades

9 nov, 07:56

Depois de se renderem, em Chai, entregaram três armas de fogo usadas para atacar os militares e civis. Os homens queixaram-se de "não conhecer o financiador e muito menos as reais motivações da guerra" 

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Três membros da insurgência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, entregaram-se às autoridades, devido à fome e falta de condições para sobreviver, disseram à Lusa fonte locais.

Os três homens apresentaram-se no dia 02 de novembro na aldeia Quinto Congresso, uma povoação pertencente ao posto administrativo de Chai, no distrito de Macomia, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique. 

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Depois de se renderem, foram apresentados perante as autoridades em Chai, onde deixaram três armas de fogo que usaram para atacar os militares e civis.

Quando questionados, alegaram abandonar o combate "por falta de condições", sem terem outros alimentos além dos que encontravam nas matas e sem logística de apoio.

Queixaram-se de "não conhecer o financiador e muito menos as reais motivações da guerra"

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O distrito de Macomia tem sido um dos localizados na zona sul de Cabo Delgado por onde têm deambulado rebeldes armados, depois de forças militares terem destruído bases a norte, colocando-os em fuga.

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A ofensiva das tropas governamentais ganhou vigor em julho, com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitindo aumentar a segurança e recuperar várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, é aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas. 

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