Cavani: «A primeira vez que fiz terapia foi à seguir à remontada do Barça»

7 out, 17:30
Barcelona-PSG (Reuters)

Atual reforço do Valencia recorda espetacular eliminatória de 2016/17 em que o Barcelona goleou o PSG por 6-1 depois de perder no Parque dos Príncipes por 4-0

Edinson Cavani, que acaba de reforçar o Valencia, assumiu, em entrevista ao Relevo, que teve de fazer terapia depois da «remontada» do Barcelona diante do Paris Saint-Germain em 2016/17. 

O internacional uruguaio de 35 anos recordou os extraordinários jogos dos oitavos de final da Liga dos Campeões de 2016/17, em que o Barça, depois de ter sido goleado no Parque dos Príncipes (0-4), deu a volta à eliminatória, no Camp Nou, com uma vitória por 6-1, com três golos nos últimos instantes do jogo que ficou conhecido como a «remontada».

Cavani, que até marcou nesse jogo, assume, agora, que teve dificuldades em digerir a eliminação do PSG e teve mesmo de socorrer-se a um terapeuta especializado para seguir em frente. «A primeira vez que fiz terapia foi depois daquele jogo com o Barcelona, daquela remontada do Barcelona quando eu estava no PSG. A mim afetou-me bastante. Na vida passas por certas experiências, certas coisas que, numa questão de cinco minutos, muda totalmente tudo», começa por contar.

O PSG teve a eliminatória controlada até perto do final do jogo, mas em cinco minutos deitou tudo a perder, com dois golos já em período de compensação. «Foi um golpe muito grande, difícil de controlar, toca-te em outras zonas do teu ser. Só te dás conta quando começas a ter sintomas de ansiedade, quando começas a ter suores frios. Começas a perguntar a ti próprio, porque é que me sinto tão mal? Começas a perceber que tens um problema ao nível da cabeça», prosseguiu.

Um problema que levou o avançado, com a ajuda do clube, a fazer terapia. «Depois chegas a um profissional que te deixa mais tranquilo, como me aconteceu com um doutor em Paris, fiquei a adorá-lo, foi espetacular. Ele explicou-me que o que se estava a passar comigo acontece a muitas pessoas na vida. Ele explicou-me que me dei conta que não era nenhum super-herói», acrescentou ainda.

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