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«Cheguei a viver num talho abandonado», relata ex-Benfica

21 abr 2021, 16:22
José Shaffer (Lusa)

José Shaffer recorda o início da carreira e revela o conselho precioso que Aimar lhe deu quando ambos jogaram nos encarnados

José Shaffer retirou-se em 2019 nas divisões inferiores do futebol argentino depois de ter despontado no Racing Avellaneda e de ter passado pelo Benfica. O ex-defesa trabalha atualmente como treinador com o objetivo de retirar os miúdos das ruas num clube que o próprio fundou.

Mais do que um treinador, o antigo jogador quer ser uma inspiração para os mais novos. «Os miúdos encantam-me. O meu objetivo é que valorizem o lugar que tem e ensinar-lhes o pouco que aprendi no futebol», começou por dizer, em entrevista ao jornal TN, antes de recordar o início do seu percurso no Racing.

«Senti-me feliz, mas não foi fácil. Tinha 22 anos quando joguei a Promoção, senti muita pressão. Ainda por cima, vivia num talho abandonado em Bernal, nem sequer dormia bem e passava muito frio.»

As dificuldades, revela Shaffer, foram muitas no início de carreira. «Nos dias de jogo ia para o clube no autocarro 247. Viajava com os adeptos, que me apoiavam porque era um miúdo do clube. Adorava as concentrações, pois era o único momento em que tinha quatro refeições», relatou.

O miúdo que passou dificuldades chegou à Europa, jogou na primeira divisão argentina e partilhou o balneário com Aimar de quem recebeu um ensinamento que ainda hoje aplica. 

«[no Benfica] fui colega do Aimar, o melhor com quem já joguei. Podia ter um mau jogo, mas ganhava-o com a sua inteligência. Dizia-me quando devia atacar ou não, era um treinador em campo. (...) Uma vez Aimar disse-me: "Quando fores treinador, forma miúdos, os resultados não importam. Peder por cinco ou seis não é tão importante como o que eles aprendem"», referiu.


 

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