Fogos em Ourém e Alenquer em resolução. Incêndio de Vila Real mobiliza mais de 400 operacionais mas aldeias estão fora de perigo

Agência Lusa , BC
22 ago, 06:19

Os fogos de Ourém, Alenquer e Vila Real eram, no domingo, os que causavam mais preocupação à Proteção Civil. Só o de Vil Real continua em curso

Um dos dois incêndios que lavravam no domingo no concelho de Ourém e o fogo que começou no mesmo dia em Alenquer entraram em resolução perto das 00:00 desta segunda-feira, disseram à Lusa fontes dos CDOS locais.

Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, o incêndio que deflagrou na sexta-feira no Carvalhal, em Ourém, entrou em resolução pelas 23:50 de domingo.

Perto das 00:00 de hoje, o incêndio estava a ser combatido por 295 operacionais, apoiados por 90 veículos.

Este fogo tinha entrado em resolução no sábado, mas reacendeu-se no domingo ao início da tarde.

O outro fogo que lavrava também no domingo em Ourém, mas na freguesia de Seiça, ainda estava ativo pelas 00:00 de hoje, “embora com setores a ceder”.

Por essa hora, este incêndio estava a ser combatido por 274 operacionais, apoiados por 74 veículos.

Já o fogo que teve início em Abrigada, na freguesia de Olhalvo, pelas 15:20 de domingo, entrou em fase de resolução pelas 23:20, segundo fonte do CDOS de Lisboa.

Pelas 00:00 de hoje mantinham-se no local 361 operacionais, apoiados por 113 veículos.

De acordo com a mesma fonte, “não há vítimas a registar, nem habitações ou barracões atingidos” pelas chamas.

Aldeias em Vila Real fora de perigo

Cerca das 06:00 desta segunda-feira, o incêndio que deflagrou no domingo na Samardã, Vila Real, era o que mobilizava mais meios em todo o território continental. Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), este incêndio mobilizava 438 elementos, apoiados por 127 veículos.

Pela meia-noite, as aldeias que apresentaram mais preocupação estavam fora de perigo, segundo a Proteção Civil.

“Tendo em conta o empenhamento dos meios ao longo do dia, conjugando agora com a melhoria das condições meteorológicas, as três frentes estão a arder com menor intensidade. Temos também, felizmente, já a maioria das populações, que apresentaram alguma preocupação à organização do incêndio, fora de perigo” afirmou o comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Vila Real, Miguel Fonseca.

Num ponto de situação feito pelas 00:00, no posto de comando instalado perto da aldeia de Benagouro, o responsável disse que isso “permite focar no combate direto a estas três frentes que estão ativas”.

“Neste momento não temos nenhuma população exposta diretamente ao fogo, mas a frente mais preocupante é junto à aldeia de Paredes, porque efetivamente tem uma distância muito grande até à cumeada e com muita dificuldade de acessos”, salientou Miguel Fonseca.

Segundo o responsável, estão a ser colocados meios, os quais foram reforçados.

“Para que, com meios mais frescos, possamos debelar esta frente que mais nos preocupa neste momento”, frisou, salientando que o perímetro do incêndio “é muito grande” e que já há áreas em consolidação e, inclusive, algumas delas já em fase de rescaldo.

Os fogos de Ourém, Alenquer e Vila Real eram, no domingo, os que causavam mais preocupação à Proteção Civil.

De acordo com o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, André Fernandes, num ‘briefing’ com jornalistas pelas 20:00 de domingo, em Oeiras, “espera-se que a noite possa trazer uma janela de oportunidade”, visto que “no litoral espera-se que a humidade relativa do ar suba, chegando a atingir os 90%, e o vento diminua”.

Em Vila Real, também se prevê um aumento da humidade relativa do ar, “até aos 70%” e o vento “vai dar tréguas”.

No entanto, “será uma noite longa de trabalho nestas três ocorrências”, avisou.

Pelas 00:30 de hoje, a página oficial da ANEPC registava nove incêndios em curso em Portugal Continental, os quais a essa hora estavam a ser combatidos por 1.053 operacionais, apoiados por 311 veículos.

À mesma hora, havia três fogos em fase de resolução, que tinham envolvidos no seu combate 760 operacionais, apoiados por 234 veículos.

Durante o ‘briefing’, o comandante reforçou várias vezes o apelo ao cumprimento, por parte da população, “de comportamentos cívicos que é necessário adequar face a condições adversas”.

Além disso, André Fernandes apelou ainda “às populações que possam a vir afetadas por algum incêndio” para que “mantenham a calma e libertem as vias de circulação rodoviária, para passagem dos meios de socorro”.

Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um agravamento do risco de incêndio rural, o Governo determinou no sábado a declaração da situação de alerta no continente, que vigora entre as 00:00 de sábado e as 23:59 de terça-feira.

De acordo com o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, a situação de alerta “será reavaliada na segunda-feira de manhã em reunião”.

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