Luís Montenegro anuncia reuniões com Chega e PS para discutir soluções para a habitação

Marta Fernandes Pinto , Notícia atualizada às 20:49
Há 3h e 57min

Anúncio surge depois de uma conversa entre o primeiro-ministro e os líderes dos dois partidos da oposição

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta terça-feira que vai reunir-se com os líderes do Chega e do PS nesta quinta-feira para discutir propostas sobre a habitação.

“Falei hoje com os líderes dos dois partidos da oposição sobre o tema da habitação. Convidei-os a vir apresentar as suas propostas. Na sequência dessas conversa, estão já agendadas reuniões para a próxima quinta-feira”, afirmou, a partir da residência oficial, em São Bento.

O chefe do Governo disse ainda ter incumbido Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, e Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, de dialogar com os restantes partidos políticos com representação parlamentar, em conjunto com os ministros da Presidência e dos Assuntos Parlamentares.

Numa declaração ao país, Luís Montenegro insistiu que o Executivo tem trabalhado em respostas concretas para resolver os problemas que afetam as famílias portugueses, garantindo que “o diálogo político sobre a habitação não é novo”.

“Não despertámos agora ou há duas semanas para um problema que existe há mais de uma década”, acrescentou.

Sobre as manifestações que têm inundado as ruas, nomeadamente em Lisboa e no Porto, o primeiro-ministro voltou a sublinhar que “não há razão para se importarem modelos de protestos violentos”, apelando a que “tudo seja feito de maneira a evitar qualquer confronto indesejável”.

Depois de frisar que Portugal é um “país pacífico”, assegurou que o governo está a “escutar” o conteúdo das ambições reclamadas pelas pessoas, sem esclarecer se pondera chamar os manifestantes para reuniões, nem se haverá mudanças na atuação da polícia.

Questionado sobre se concorda com o entendimento do ministro da Administração Interna, Luís Neves, de que a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa se circunscreve à situação individual da requerente, Renata Cambra, Montenegro disse apenas esperar que “todos saibam interpretar, não apenas a sentença, mas todo o edifício jurídico-constitucional do país e todas as regras de convivência social que fazem de Portugal um país seguro”.

“Não é a altura, nem o objetivo do que quero dizer aos portugueses, de alimentar visões polémicas sobre acontecimentos que estão neste momento a decorrer e que têm tudo para serem enquadrados na lei e no bom senso”, completou.

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