Morreu escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, Prémio Camões em 2005

Agência Lusa , PP
3 abr, 16:45
Cemitério [Reuters]

Informação foi avançada pela Academia Brasileira de Letras

A escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, que recebeu o Prémio Camões em 2005, morreu hoje em São Paulo, aos 98 anos, informou a Academia Brasileira de Letras.

Nascida em 1923, em São Paulo, Lygia Fagundes Telles era considerada um dos nomes maiores da literatura brasileira, tendo recebido dezenas de prémios ao longo da carreira, entre os quais o Prémio Camões.

A escritora brasileira venceu o Prémio Camões em 2005, tendo recebido o galardão numa sessão solene na Fundação de Serralves, no Porto, por ocasião da VIII Cimeira Luso-Brasileira.

Na ocasião, afirmou à Lusa que o prémio foi "a colheita de uma grande e antiga plantação" a que se vinha "dedicando com paciência, esperança e paixão”.

Assumiu-se como "uma escritora do terceiro mundo, atenta às desigualdades", empenhada em "ajudar o leitor" através dos seus livros, garantindo procurar "dar ao leitor o consolo e o amor" e defendendo que "a salvação está na arte".

Tem publicadas várias obras, entre romances e contos, entre os quais "As meninas", "Histórias de mistério", "Verão no aquário" e "Seminário dos ratos".

De acordo com a academia brasileira, a década de 1970 foi de intensa atividade literária da romancista e marcou o início da consagração na carreira, tendo publicado alguns dos seus livros mais reconhecidos.

Na década seguinte publicou "A Disciplina do Amor" (1980), que recebeu o Prémio Jabuti e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte, tendo o romance "As Horas Nuas" (1989) recebido o Prémio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano.

Entre os romances galardoados encontram-se ainda "A Noite Escura e Mais Eu (1995)", que recebeu o Prémio Arthur Azevedo da Biblioteca Nacional, o Prémio Jabuti e o Prémio APLUB de Literatura e os textos do livro "Invenção e Memória" (2000), que receberam o Prémio Jabuti, APCA e o "Golfinho de Ouro”.

Lygia Fagundes Telles trabalhou como Procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, cargo que exerceu até à reforma.

Foi também presidente da Cinemateca Brasileira e era da Academia Brasileira de Letras e da Academia Paulista de Letras.

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