Cinco linhas fechadas. Metro do Porto admite forte impacto da greve desta quinta-feira

Agência Lusa , JGR
29 dez 2021, 11:45
Metro do Porto
Metro do Porto

Como forma de minimizar os efeitos da greve, a empresa vai disponibilizar um serviço de transportes alternativos em autocarro nos segmentos das linhas Vermelha e Verde

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A operação no metro do Porto vai ficar “fortemente condicionada” na quinta-feira devido a uma greve dos maquinistas, alertou esta quarta-feira a empresa.

Em consequência da paralisação, a operadora anuncia o encerramento de cinco linhas (Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja), bem como circulações pontuais na linha de Gaia (Amarela) e no tronco comum entre as estações Senhora da Hora e Campanhã.

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“A capacidade de transporte será muito limitada, não obstante serem desenvolvidos todos os esforços no sentido de minimizar os impactos”, segundo um comunicado da empresa.

Uma das estações que vai estar encerrada é a do Dragão, pelo que os interessados em presenciar o jogo de futebol da Liga Portugal entre FC Porto e SL Benfica (21:00) devem recorrer à rede rodoviária (STCP e operadores privados) para se deslocarem ao estádio, indica o comunicado.

Como forma de minimizar os efeitos da greve, a empresa Metro do Porto vai disponibilizar um serviço de transportes alternativos em autocarro nos segmentos das linhas Vermelha e Verde.

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Assim, entre as 06:00 e a 01:00, haverá autocarros disponíveis para clientes portadores de título Andante entre a Póvoa de Varzim e a Senhora da Hora (Linha Vermelha), com paragens nas estações de Metro da Póvoa, Vila do Conde e Senhora da Hora.

De igual modo, no segmento entre o Fórum Maia e o ISMAI existirá um serviço de autocarros em vaivém, com paragem naquelas duas estações.

A greve à prestação de todo e qualquer trabalho foi convocada pelo Sindicato dos Maquinistas (SMaq), em representação dos trabalhadores da ViaPorto, subconcessionária operacional do metro do Porto, para o período entre as 00:00 e as 24:00 de quinta-feira.

No pré-aviso desta greve, a terceira em apoio da “valorização efetiva das carreiras de condução e regulação”, o SMaq acusa a ViaPorto de assumir uma posição de “intransigência” e de “querer impor unilateralmente, de forma administrativa, aumentos que não são mais do que migalhas, desconsiderando todo o processo negocial anterior”.

Se a empresa não voltar à mesa negocial, avisa, “nada mais resta do que continuar e agravar as ações de luta. Fica assim claro que quem está a apostar no conflito é a ViaPorto em prejuízo dos utentes do sistema de metropolitano ligeiro da Área Metropolitana do Porto e da empresa concessionária, a empresa pública Metro do Porto”.

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Referindo-se a serviço mínimos para este dia de greve, o SMaq diz ter recusado uma proposta da empresa para se garantir 50% da circulação.

O SMaq diz, contudo, que “permanece aberto à negociação desde que exista boa-fé e vontade negocial”.

A rede do metro tem uma extensão de 67 quilómetros e é composta por seis linhas, que servem sete concelhos da Área Metropolitana do Porto

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